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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Transtornos Escolares


Transtorno Desafiador Opositivo

     Tem se tornado comum encontrar nas escolas alunos que apresentam um comportamento de extrema agressividade, de raiva que não pode ser contida, de desrespeito as regras e as autoridades. Demonstram não serem sensibilizados por nenhum tipo de intervenção tornando o ambiente escolar assustador e extressante.
     Surge então a seguinte pergunta: o que fazer, como lidar com tal comportamento na sala de aula e demais dependências da escola? E aprendizagem, como torná-la significativa e prazerosa? E os demais alunos? Realmente, as ações de ensinar e aprender  tem se tornado cada vez mais desafiadoras na atualidade.
     Nesse contexto se faz necessário uma avaliação comportamental da criança ou adolescente, que deve ser realizada por um médico especialista em comportamento infantil com formação em psiquiatria ou neurologia. Tal profissional realizará um avaliação comportamental completa que se divide em 5 etapas:
  •  Avaliação com pais ou responsáveis sem a presença do filho – anamnese;
  • Avaliação da escola escrita e dissertativa;
  • Avaliação complementar de outros profissionais;
  • Aplicação complementar de testes padronizados;
  • Avaliação da criança – capacidade e habilidade de comunicação, interação social, atenção, memória, pensamento, inteligência, linguagem, afetividade e humor.

     Concluída a avaliação detalhada o médico poderá optar por uma intervenção interdisciplinar envolvendo profissionais como psicólogo, fonoaudiólogo, psicomotricista, psicopedagogo, entre outros.
    Iniciaremos nosso estudo com o Transtorno Desafiador Opositivo nesta postagem e nas próximas abordaremos outros transtornos.

Transtorno Desafiador Opositivo

   Definição: padrão persistente de comportamentos negativistas, hostis, desafiadores e desobedientes observados nas interações da criança com adultos e figuras de autoridade.
Os sintomas aparecem em diferentes ambientes, especialmente na escola e na casa. Inicia por volta dos 6 anos, ocorrendo mais em meninos.

        Características:
  • Discute com professores e colegas;
  • Recusa-se a trabalhar em grupo;
  •  Não aceita ordens;
  • Não realiza deveres escolares;
  • Manipulador;
  • Não aceita crítica;
  • Desafia a autoridade de professores e coordenadores;
  •  Deseja tudo ao seu modo;
  •  É o “pavio curto” ou “esquentado” da turma;
  • Pertuba outros alunos;
  •  Responsabiliza os outros por seu comportamento hostil.


     O desempenho escolar fica comprometido, gerando alto índice de reprovação. Não aceitam participar de atividades em grupos, nem receber ajuda dos professores. Podem apresentar outros transtornos de comportamento associados como TDAH, ansiedade, humor e transtornos de aprendizagem.
     O diagnóstivo e tratamento precoce são fundamentais para melhorar os sintomas e prevenir que o Transtorno Desafiador Opositivo evolua para o Transtorno de Conduta.
Acredita-se que as causas tem origem multifatorial, apresentando aspectos biológicos e ambientais.
·     Aspectos biológicos: características herdadas como temperamento impulsivo, baixo limiar de frustração, irritabilidade e disfunções em neurotransmissores serotoninérgicos e dopaminérgicos.
·   Aspectos ambientais: comportamento criminoso, acoolismo, uso de drogas por pais e/ou responsáveis, negligência, falta de afeto e suporte emocional, métodos de criação parental comumente observados em lares onde os pais são permissivos e não estabelecem regras ou em lares opressores com normas muito rígidas no qual a criança convive com violência, agressividade, hostilidade, briga entre os pais consideranto tais comportamentos como normal.

      Tratamento: são necessárias várias intervenções a fim de se alcançar resultados positivos no tratamento, tais como:
  •  Medicamentos – objetivam reduzir os sintomas para facilitar as ações de pais e professores;
  • Terapia cognitivo-comportamental – com treinamento das habilidades sociais;
  • Método de reforço positivo com elogios, contrato de comportamentos, premiação;
  • Aconselhamento e treinamento de pais e professores - para que possam encorajar comportamentos adequados;
  • Terapia familiar – para melhorar o diálogo, a comunicação entre os membros da família;
  • Prática esportiva – para fortalecer a autoestima da criança.

     O tratamento só apresentará resultados positivos se houver engajamento dos pais.
     
     Dicas aos pais:
  •  Dedique um tempo a seu filho diariamente;
  • Converse com ele e realize atividades esportivas ou de lazer;
  •  Estimule a prática de esportes coletivos;
  • Explique claramente regras e instruções;
  • Explique possíveis consequências em caso de indisciplina;
  • Utilize técnicas comportamentais de manejo de sintomas opositivos e desafiadores;
  • Proponha acordos e privilégios em caso de atitudes assertivas;
  • Elogie atitudes positivas;
  • Evite punições físicas (bater na criança reforçará comportamentos agressivos);
  • Retire privilégios em casos de mau comportamento;
  • Comunique-se com professores e coordenadores sempre que necessário;
  • Realize passeios para promover a integração familiar.

Fonte:
·         TEIXEIRA, Gustavo. Manual dos transtornos escolares: entendendo os
         problemas de crianças e adolescentes na escola. Rio de Janeiro: BestSeller,  

        2013.

sábado, 12 de novembro de 2011

Falando de Amor...

Você já parou para pensar porque algumas crianças sentem e dizem que não são amadas por seus pais, apesar deles serem pais conscientes, responsáveis, amorosos e participativos na vida de seus filhos?
Recentemente ouvi um aluno de uma das escolas públicas na qual sou Psicopedagoga Institucional dizer: "minha mãe não me ama, ela prefere os meus irmãos!" O sentimento de não se sentir amado foi tão intenso que o levou a fugir de casa.
O que fazer ou o que dizer diante de tão forte expressão? Como lidar com sentimentos que destroem a autoestima e geram comportamentos cheios de insegurança e agressividade?
Segundo CHAPMAN e CAMPBELL (1999), para que uma criança sinta-se segura e se torne em um adulto generoso, amoroso e responsável é fundamental que os pais expressem o amor incondicional por seus filhos no processo da educação.
O amor incondicional é completo e é divino. Quando os pais lidam com seus filhos movidos pelo amor incondicional passam a aceitá-los e apoiá-los não pelo que fazem, mas sim pelo que são. Somente este tipo de amor pode prevenir problemas emocionais tais como a amargura, culpa, raiva, ressentimento, medo e insegurança.
Quando os filhos se sentem amados por seus pais, estando abastecidos emocionalmente pelo amor incondicional, se torna mais fácil discipliná-los e educá-los, e este é o momento mais adequado para fazê-lo.
Mas, como fazer para que os filhos sintam o verdadeiro amor, o amor incondicional, que seus pais desejam abastecê-los a todo instante?
CHAPMAN e CAMPBELL apresentam cinco diferentes "linguagens do amor", maneiras pelas quais adultos e crianças expressam e compreendem o "amor emocional" que são: contato físico, palavras de afirmação, qualidade de tempo, presentes e atitudes de serviço.
Em sua obra "As Cinco Linguagens do Amor das Crianças", pág. 23 e 24, os autores apresentam algumas dicas importantes a serem relembradas frequentemente:
"1. Eles ainda são crianças.
2. Eles tem forte tendência a agir como crianças.
3. A maioria dos comportamentos infantis é desagradável.
4. Se eu fizer a minha parte como pai ou mãe e amá-los, apesar de seus comportamentos infantis, eles poderão amadurecer e abandonar tais atitudes.
5. Se eu amar meus filhos somente quando eles fizerem coisas que me agradam (amor condicional), e expressar meu amor por eles apenas nesses momentos, eles não se sentirão genuinamente amados. Esse sentimento de desamor irá prejudicar a autoimagem deles, os fará sentir-se inseguros e, com certeza, os impedirá de progredir para melhorar o autocontrole e assumir um comportamento mais maduro. Portanto, o desenvolvimento e o comportamento de meus filhos é de responsabilidade de ambos: minha e dele.
6. Se eu amar meus filhos somente quando eles atingirem as minhas expectativas e anseios ou os objetivos que eu tiver traçado, eles se sentirão incapazes e acreditarão que é inútil esforçar-se para fazer melhor, já que isto lhes parecerá não ser suficiente para obter aprovação. Eles sempre serão atormentados pela insegurança, pela ansiedade, pela baixa estima e pela ira. Para me prevenir contra estes sentimentos negativos, preciso me lembrar frequentemente da responsabilidade crucial que tenho no crescimento de meus filhos...
7. Se eu os amar incondicionalmente, ele se sentirão bem consigo próprios e serão capazes de controlar a ansiedade e seus comportamentos enquanto caminham para a fase adulta."


Referências:

CHAPMAN, Gary D. e CAMPBELL, Ross. As cinco linguagens do amor das crianças. Traduzido por José Fernando Cristófalo. - São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

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