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quinta-feira, 20 de junho de 2013

A CONTRIBUIÇÃO DOS JOGOS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL.

Resumo

Esta pesquisa tem como objeto apresentar reflexões e buscar responder algumas indagações sobre a relação dos jogos e brincadeiras dentro do processo ensino aprendizagem dos alunos portadores de necessidades especiais e o jogo em seus usos sociais no âmbito da sala de aula.
Aqui vale Lembrar que Brasil (1998), “constituem um instrumento útil no apoio às discussões pedagógicas, elaboração de projetos educativos, planejamento de aulas, reflexão de prática educativa e análise de material didático”. Tomar a temática dos jogos e das brincadeiras no processo ensino aprendizagem, segundo diversos autores que abordam o tema afirmam que o jogo é importante no processo educacional, assim surgem diversas questões como, por exemplo: Por que trabalhar jogos no processo educativo? Quais os benefícios que os jogos podem trazer no processo educativo? A fim de tentar responder essas questões e outras mais que surgirem durante a elaboração deste trabalho de pesquisa teórica, realizamos uma breve discussão sobre os conceitos de jogos e sua natureza política, social e educacional, além de desenvolver capacidades importantes tais como: atenção, concentração. Pretendemos, com essa análise, tentar promover uma reflexão conceitual à análise de práticas de trabalhos com os jogos no processo ensino aprendizagem de maneira prazerosa e que ao mesmo tempo consiga suprir as necessidades de aprendizagem dos alunos, bem como tentar mostrar que até mesmo as regras dos jogos são facilitadores do desenvolvimento do raciocínio lógico, sensibilidade, percepção, entre outras habilidades que podem ser desenvolvidas no processo ensino aprendizagem. Pretendemos com o desenvolvimento dessa pesquisa, termos um referencial teórico que possa nortear o trabalho pedagógico com jogos e brincadeiras, neste sentido o professor poderá dar conta das diferenças e ser modificado à medida que vamos incorporando novos conhecimentos a esse referencial por meio da interação com a equipe escolar. Por isso podemos afirmar que também nossas práticas vão sendo alteradas em função dessas vivências e de novas compreensões sobre o que é? Como e por que trabalhar jogos no processo ensino aprendizagem como parte do processo ensino aprendizagem?

Palavra chave: reflexão, deficiência intelectual, jogos, aprendizagem 

Abstract

This research aims to present discussions and seek to answer some questions about the relationship of games and play in the learning process of students with special needs and play in their social uses within the classroom. Here goes Remember that Brazil (1998), "are a useful tool in supporting pedagogical discussions, development of educational projects, lesson planning, reflection and analysis of educational practice courseware."
Taking the theme of games and play in the learning process, according to several authors who address the issue say the game is important in the educational process, so many questions arise such as: Why work games in the educational process? What are the benefits that games can bring in the educational process? To try to answer these questions and others that arise during the preparation of this work of theoretical research, we conducted a brief discussion of the concepts of games and its political, social and educational, as well as develop important skills such as attention, concentration . We intend with this analysis, to promote a reflection on conceptual analysis of work practices with games in the learning process so enjoyable and at the same time able to meet the learning needs of students as well as trying to show that even the rules Games are facilitators of the development of logical thinking, sensitivity, perception, among other skills that can be developed in the learning process. We intend to develop this research, we have a theoretical framework that can guide the pedagogical work with games and activities in this sense the teacher can realize the differences and be modified as we incorporate new knowledge in this framework through the interaction with school team. So we can also say that our practices are being altered to fit these experiences and new understandings about what is? How and why working games in the learning process as part of the learning process?

Keyword: reflection, intelectual, games, learning disabilities


Introdução

Os anos transcorreram, mas as dificuldades de aprendizagem, relacionadas às pessoas que apresentam limitações cognitivas continuam sendo um desafio para os educadores.

Neste sentido o processo de inclusão das pessoas com limitações cognitivas, assume um papel de destaque nos meios acadêmicos, no sistema educacional e nas escolas considerando-se que o ambiente escolar é o melhor lugar para integração de todos “os diferentes com os normais”.

Para Vygotsky o brinquedo cria uma zona de desenvolvimento proximal (capacidade que a criança possui), pois na brincadeira a criança comporta-se num nível que ultrapassa o que está habituada a fazer, funcionando como se fosse maior do que é.

O processo ensino-aprendizagem que adota o jogo para se trabalhar com alunos deficientes intelectuais, reveste-se de características peculiares, em que o ensino implica num sujeito que aprende a partir de sua própria ação, ou seja, um aluno que constrói ativamente o seu conhecimento, que executa a sua aprendizagem, em vez de se colocar como alguém que recebe passivamente o que lhe é passado, transmitido apenas pelo professor.

Na medida em que cresce, a criança impõe ao objeto um significado. O exercício do simbolismo ocorre justamente quando o significado fica em primeiro plano. Do ponto de desenvolvimento da criança, a brincadeira traz vantagens sociais, cognitivas e afetivas.

Ainda, segundo esse autor, a brincadeira possui três características: a imaginação, a imitação e a regra. Elas estão presentes em todos os tipos de brincadeiras infantis, tanto nas tradicionais, naquelas de faz-de-conta, como ainda nas que exigem regras. Podem aparecer também no desenho, como atividade lúdica.

Do ponto de vista psicológico, Vygotsky atribui ao brinquedo um papel importante, aquele de preencher uma atividade básica da criança, ou seja, ele é um motivo para a ação.

Devemos trabalhar com o “outro” a partir do que ele é capaz de ser, de fazer, de enfrentar, de assumir assim suas atitudes vão se modificando através das experiências diárias em sala de aula e nessa corrente podemos utilizar os jogos e brincadeiras para desenvolver as particularidades de cada um dos envolvidos no processo educacional.

Tanto Piaget quanto Vygotsky, destacam a contribuição do jogo para o desenvolvimento da aprendizagem. Como esse tipo de trabalho com jogos e brincadeiras são voltados a exploração de regras, atitudes e estratégias, os alunos deverão se empenhar, ter confiança e confiar nas relações interpessoais que se estabelecem durante a realização dessas atividades, com isso esses alunos com deficiência intelectual e os "dito normais” conseguiram resolver de maneira coerente determinadas situações que possam vir a acontecer durante a realização desta atividade.


1.      Desenvolvendo, brincando e consequentemente aprendendo


Como estratégias metodológicas, os jogos e brincadeiras proporcionam o desenvolvimento de habilidades cognitivas e facilitam a construção do conhecimento. Esses recursos são de fundamental importância para o trabalho com crianças com deficiência intelectual, pois elas apresentam dificuldades em assimilar conteúdos abstratos.

Trabalhando com materiais concretos e atividades lúdicas e práticas, a criança tem a possibilidade de criar, refletir, analisar e interagir com os colegas e com o professor.
Segundo Piaget, os indivíduos adquirem o conhecimento segundo o seu estágio de desenvolvimento, é a partir das diversas formas de aquisição do conhecimento que se dá a aprendizagem.

Podemos entender melhor a importância das interações sociais no desenvolvimento cognitivo, com o conceito, criado por Vygotsky, de zona de desenvolvimento proximal, que é a distancia entre o que a criança faz sozinha e o que ela pode fazer com a intervenção de um adulto. Potencialidade para aprender, não sendo a mesma para todas as pessoas.

É na escola onde a intervenção pedagógica intencional desencadeia o processo de ensino-aprendizagem e o professor é quem interfere na zona de desenvolvimento proximal do aluno, fazendo com que o desenvolvimento potencial se torne real.

Vygotsky afirma que ao brincar a criança reproduz regras, vivencia princípios da realidade, e pelas interações requeridas pelo brinquedo internaliza o real, promovendo o desenvolvimento cognitivo.

Segundo VYGOTSKY (1998, p.)


É enorme a influência do brinquedo no desenvolvimento de uma criança. No brinquedo, o pensamento está separado dos objetos e a ação surge das ideias e não das coisas: um pedaço de madeira torna-se um boneco e um cabo de vassoura torna-se um cavalo. O brinquedo é um fator muito importante nas transformações internas do desenvolvimento da criança.


No jogo e na brincadeira ela aprende a lidar com o mundo, criando e recriando situações do cotidiano, adquire conceitos básicos para a formação de sua personalidade, pois vivencia sentimentos variados.

O brincar preenche necessidades que variam conforme a idade, e as brincadeiras por meio de jogos estimulam a curiosidade e a autoconfiança, propiciando o desenvolvimento do pensamento, da atenção, da concentração e da linguagem.

Os jogos favorecem a construção do conhecimento, porém eles devem ser bem planejados, aplicados com objetivos claros e bem definidos, considerando a idade e as limitações de cada aluno.

Sendo assim, o jogo vivido pela criança deficiente intelectual permite a redução da distância entre o nível de desenvolvimento real e o nível de desenvolvimento potencial e o papel do professor será sempre o de mediador, o que lhe será exigido muito estudo, coerência e comprometimento.

Assumindo o potencial que tem o jogo no processo ensino-aprendizagem, o professor será o responsável pela organização do espaço físico e o construtor do espaço lúdico, não deixando de ser sócio-cultural. Sem a intervenção do adulto, a criança deve participar das decisões e valorizar ao máximo as possibilidades do jogo.

Considerando as dificuldades do deficiente intelectual, o material a ser utilizado não poderá ser agrupado ao acaso, e sim de forma que possibilite re-significações. Espaço lúdico coerente com as competências da criança, não limitando a um universo simbólico específico.

Vários estudos, em especial os de Piaget e Vygotsky, referem-se à relevância do jogo como promotor de aprendizagens, sendo elas de conteúdos sistematizados ou não. Esses conteúdos têm origem nas interações entre as crianças em situação de jogo, permitindo sua compreensão à medida que novos conteúdos vão sendo integrados às estruturas anteriores, modificando-as.

Neste sentido vale lembrar, a importância da organização curricular, que irá permitir ao professor, o verdadeiro conhecimento dos seus educandos, suas características e necessidades, conforme propõe Mantoan (1989):


Limitações estruturais de natureza orgânica, traduzidas por déficit motores sensoriais, favorecem trocas igualmente deficitárias do sujeito com o meio, trazendo,como  consequência, prejuízos ao funcionamento intelectual, portanto, deficiências na forma de agir sobre o mundo, representá-lo em pensamento e sistematizá-lo, do ponto de vista lógico.


O papel do professor, como artífice de um currículo, é o de privilegiar as condições facilitadoras de aprendizagens que o jogo contém nos seus diversos domínios afetivo, social, perceptivo-motor e cognitivo.


2.  OS RECURSOS: JOGO, BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS


Não podemos ter pretensão de esgotar as possibilidades da relação da brincadeira e educação, nem tampouco de construir uma solução para os problemas de aprendizagem. A brincadeira, segundo Macedo (2003/2004), entendida como comunicação do pensamento e dos sentimentos humanos, representa enorme valor e significa grande importância na formação da criança.

Para Macedo (2003/2004) a brincadeira passa a ser o melhor caminho de iniciação ao prazer pela descoberta do mundo real. Entretanto, deve ser usado pedagogicamente com rigoroso cuidado e planejamento, pois a brincadeira pode ser marcada por etapas nítidas e que poderão efetivamente acompanhar o progresso ou o insucesso da criança diante da sua vida escolar, pois dependendo como os professores realizem o trabalho esse momento que pode ser de puro prazer, torna-se para a criança um “castigo”.

Vemos que o trabalho realizado através da brincadeira em seu sentido integral poderá ser o mais eficiente meio estimulador de ampliação de vocabulário, imaginação entre outros aspectos, é também uma importante ferramenta de compreensão de relações afetivas.

Essa compreensão permite trazer para a realidade da criança o sentido de determinadas atitudes apreendidas através da imitação ou representação.

A brincadeira como exercício pode significar uma linguagem simbólica de diferentes formas de tentar sanar as dificuldades de aprendizagem, podendo superar essas dificuldades que aparecem no dia a dia em sala de aula, podendo numa atividade simples reproduzir através da imitação de determinadas atitudes vivenciada através da brincadeira, solucionar esses problemas através da integração da brincadeira.

Muitas vezes a brincadeira tem uma função equivocada e sem objetivo de proporcionar aprendizado.

Quando há esse tipo de atitude do professor em relação à brincadeira o ambiente escolar torna-se sem cunho educativo, podendo haver diversos tipos de consequências, ao contrário do que muitos pensam essas atitudes podem marcar de maneira complexa a vida escolar dessa criança ao invés de estimular a criança ao conhecimento do mundo real ele muitas vezes estará afastando a criança do desenvolvimento do pensamento infantil rumo à direção que não proporcionará o desenvolvimento da criatividade, uma vez que esta encontra soluções diante do inusitado, mediante a combinação do novo com o conhecimento prévio que a criança já possui.

Segundo Fortuna (2003/2004) a brincadeira trabalhada de maneira errada poderá impedir a ampliação do desenvolvimento cognitivo, desenvolvimento esse necessário para ressaltar a importância de experiências sensoriais usadas como ponto de partida para as transformações da aprendizagem em ações ao pleno desenvolvimento da aprendizagem.

Na brincadeira a criança está sempre mais além do que a sua imaginação, permite criar processos geradores para que a criança através da brincadeira busque satisfações imediatas das suas necessidades e desejos, isso poderá gerar a diminuição da capacidade de esquecer determinados conteúdos trabalhados durante a realização da brincadeira.

Nesse contexto, o conhecimento é construído através das relações interpessoais, sendo que as trocas recíprocas que se estabelecem durante toda a vida fornecem as matrizes de significações na formação das crianças, pois sem esse conhecimento as atividades que envolvem brincadeiras que são oportunizadas aos alunos não têm objetivos pré-estabelecidos, não se dá a atenção devida e sem intervenção do professor.

Por isso vemos que antes de tudo o professor precisa ter pleno conhecimento teórico sobre os reais benefícios da brincadeira para o desenvolvimento das crianças da educação infantil, o professor trabalhando o verdadeiro papel da brincadeira, possibilitando o contato com o outro e favorecendo a discussão das relações estabelecidas nesta prática, atribuindo-lhe um espaço importante no respeito mútuo, da solidariedade destacando-o, assim como trabalhar as diferenças e os direitos das crianças em sua sala de aula.

Concluímos que um ambiente escolar favorável e propício a todos, certamente implicará em um bom desempenho escolar para todas as crianças.

Segundo Fortuna (2003/2004) através da brincadeira, a criança lida com experiências que ainda não consegue realizar de imediato no mundo real; vivencia comportamentos e papéis num espaço imaginário em que a satisfação dos seus desejos pode ocorrer.

Essa aprendizagem é mais frequente com os pares do que dependente de mero ensino, ter bastante cuidado e atenção para que todos os componentes da brincadeira sejam explorados e possam instigar a criança a conhecer outras brincadeiras feitas pelos outros amigos.

Assim, na brincadeira a criança vive a interação com seus pares na troca, no conflito e no surgimento de novas ideias na construção de novos significados, na interação e na conquista das relações sociais, o que lhe possibilita a construção de representações, com isso, as crianças se tornam sujeitos concretos, sociais, históricos e culturais – vão se constituindo como tais, num cenário que também é concreto, social, histórico e cultural.

É através da brincadeira que a imaginação, enquanto processo psicológico especialmente humano, este processo, em gênese, relaciona-se com a capacidade de a criança lidar com o mundo, atribuindo-lhe significados, além daqueles socialmente estabelecidos; nesse sentido, segundo Macedo (2003/2004) conclui-se que é através das relações com as brincadeiras é que a criança emancipa-se dos limites do real.

Nesta perspectiva a experiência do manuseio e contato com diferentes tipos de brincadeiras pode garantir a qualidade da aprendizagem, procurando sempre incentivar as mudanças em nós mesmos, no mundo que nos cerca, em determinadas situações do dia a dia onde a criança passa a por em prática determinados comportamentos ou atitudes que vivenciaram numa brincadeira com seu professor em sala nossa tarefa está iniciada.

O contato da população com diferentes tipos de brincadeiras muitas vezes isso só acontece na escola, esse fator é um grande desafio para os professores comprometidos com a formação de crianças através de troca de saberes e experiências e propiciando o reconhecimento e a valorização da educação de qualidade, é uma tarefa fundamental para se promover conhecimentos significativos e o fortalecimento de vínculos entre toda a equipe escolar, que é outro fator que favorece bastante o processo ensino aprendizagem.

Interagir e construir novos conhecimentos a partir da brincadeira independentemente da idade escolar das crianças expressa nas atividades desenvolvidas um caminho decisivo para a interação dessas pessoas neste tipo de trabalho.

A brincadeira faz parte da educação. Deixar essa experiência, saber o que dá certo e o que não dá certo. A oportunidade de discutir sobre brincadeira é muito importante, pois através dessas discussões podem servir para mostrar a verdadeira dimensão dessa metodologia, por isso é que a escola desde a educação infantil tem que promover e oferecer espaços para o trabalho com brincadeira e com isso oferecer condições para que os alunos obtenham uma aprendizagem eficaz.

O jogo pode passar a ser entendido como um instrumento simbólico e eficaz no processo ensino aprendizagem, pois demonstra nitidamente a representação do pensamento e dos sentimentos dos alunos envolvidos nesta atividade.

Se tornarmos como ponto de partida essa definição, constatamos que nela está explícita a ideia de que a aprendizagem através dos jogos se torna um instrumento que permitirá o indivíduo ter acesso à informação e criar novos conhecimentos.

O jogo, comparável a um instrumento, é visto como capaz de permitir a entrada do aprendiz no mundo escolar, seja desenvolvendo a parte motora, seja criando condições diferenciadas para a produção de novos conhecimentos. Embora possamos considerar esse aspecto do jogo, devemos indagar: seria o jogo apenas um instrumento para acesso a conhecimentos?

Nesse sentido, é importante que o professor e toda a equipe pedagógica escolar, devem ser orientados de modo que o uso dos jogos no processo ensino aprendizagem proporcione a construção de habilidades para o exercício efetivo e competente da construção do conhecimento.

Ao jogar o aluno é levado a se indagar sobre como jogar e em que situação. Essas indagações favorecem a compreensão de como as relações sociais são representadas e constituídas no e por meio do jogo. Porém este tipo de trabalho precisa ser parte do projeto escolar.

Dessa forma, tais questionamentos possibilitam a ampliação de nossa compreensão do jogo no processo ensino aprendizagem com alunos deficientes intelectuais. Trabalhar o jogo no processo ensino aprendizagem é uma opção. Acreditar que é possível aprender jogando é um aspecto a ser refletido, pois não basta compreender o jogo apenas como a aquisição de uma metodologia.

O ato de jogar é mais do que possibilitar o simples domínio de uma metodologia, ele cria condições para a inserção do aluno em práticas sociais de produção de conhecimento em diferentes instâncias.

Ciente da complexidade do ato de jogar, o professor é desafiado a assumir uma postura política que envolve o conhecimento e o domínio do que vai ensinar.

Piaget e Vygostsky atribuíram ao brincar, um papel decisivo na evolução dos processos de desenvolvimento humano, embora com enfoques diferentes, como maturação e aprendizagem.

Ao brincar, é estimulado a curiosidade, a iniciativa e a autoconfiança, proporciona também o desenvolvimento da linguagem, da aprendizagem, do pensamento da concentração e da atenção.

Com jogos e brincadeiras os conteúdos, por mais difíceis e maçantes que possa parecer, se tornam atividades prazerosas e interessantes.

Para Piaget os jogos não são apenas uma forma de entretenimento, onde as crianças gastam energia, mas sim um meio que contribui para o seu desenvolvimento intelectual.

Segundo IDE (2008, p.)


O jogo possibilita à criança deficiente mental aprender de acordo com seu ritmo e suas capacidades. Há um aprendizado significativo associado à satisfação e ao êxito, sendo este a origem da auto-estima. Quando esta aumenta, a ansiedade diminui, permitindo à criança participar das tarefas de aprendizagem com maior motivação. O uso do jogo também possibilita melhor interação da criança deficiente mental com os seus coetâneos normais e com o mediador.


O jogo, comparável a um instrumento, é visto como capaz de permitir a entrada do aprendiz no mundo escolar, seja desenvolvendo a parte motora, seja criando condições diferenciadas para a produção de novos conhecimentos. Embora possamos considerar esse aspecto do jogo, devemos indagar: seria o jogo apenas um instrumento para acesso a conhecimentos?

Nesse sentido, é importante que o professor e toda a equipe pedagógica escolar, devem ser orientados de modo que o uso dos jogos no processo ensino aprendizagem proporcione a construção de habilidades para o exercício efetivo e competente do processo ensino aprendizagem.

Ao jogar o aluno é levado a se indagar sobre como jogar e em que situação. Essas indagações favorecem a compreensão de como as relações sociais são representadas e constituídas no e por meio do jogo. Porém este tipo de trabalho precisa ser parte do projeto escolar.

Dessa forma, tais questionamentos possibilitam a ampliação da nossa compreensão do jogo no processo ensino aprendizagem. Trabalhar o jogo no processo ensino aprendizagem é uma opção. Acreditar que é possível aprender jogando é um aspecto a ser refletido, pois não basta compreender o jogo apenas como a aquisição de uma metodologia.

Segundo Brenelli (1996) o ato de jogar é mais do que possibilitar o simples domínio de uma metodologia, ele cria condições para a inserção do aluno deficiente intelectual em práticas sociais de produção de conhecimento em diferentes instâncias.

Ciente da complexidade do ato de jogar, segundo Brenelli (1996) o professor é desafiado a assumir uma postura política que envolve o conhecimento e o domínio do que vai ensinar.

Alguns jogos e brincadeiras que poderão ser desenvolvidas:

·         imagem e esquema corporal;
·         boliche de latas alinhavo;
·         gavetinhas da memória;
·         nunca dez, varetas;
·         dominó ( várias versões e temas);
·         memória;
·         bingos ( várias versões);
·         preguicinha;
·         quebra-cabeça;
·         amarelinha;
·          trilha (várias versões).


Considerações Finais


O jogo traz oportunidade para todos os envolvidos no processo ensino aprendizagem preenchendo as necessidades irrealizáveis e também a possibilidade para exercitar-se no domínio do simbolismo.

O brincar preenche necessidades que variam conforme a idade, e as brincadeiras por meio de jogos estimulam a curiosidade e a autoconfiança, propiciando o desenvolvimento do pensamento, da atenção, da concentração e da linguagem. E não é diferente com a criança deficiente intelectual. Mesmo apresentando atrasos em seu desenvolvimento cognitivo e motor, também se faz necessário o uso de atividades lúdicas no dia-a-dia. Elas necessitam de muito mais estímulos para desenvolver suas habilidades cognitivas, motoras e sensoriais.

É, portanto, a brincadeira uma ferramenta indispensável à vida dos alunos deficientes intelectual, mesmo antes de iniciar o processo de alfabetização dentro da comunidade escolar. Mas, o que vale dar importância é o espaço que a brincadeira representa em nossas vidas desde as primeiras experiências vividas na escola, em casa.

Com essa vivência a criança tem condições para compreender as diferenças que existe no mundo da qual faz parte e lhes dá coragem para enfrentar qualquer obstáculo que venha acontecer no seu percurso de vida. 

Dessa forma o momento da brincadeira possui grande importância para auxiliar o desenvolvimento das potencialidades naturais e as várias etapas de amadurecimento que norteiam a infância e tentam ajudá-la a encontrar o significado da vida, pois tudo isso contribui para o desenvolvimento do potencial integral da criança.

A busca de trabalhar a brincadeira no processo ensino aprendizagem dos deficientes intelectuais visa viabilizar uma metodologia onde se aprende a pensar, estabelecendo novas e mais profundas relações entre os fatos reais contidos e na própria vida de cada criança deficiente intelectual, buscando totalidades mais abrangentes entre as diversas informações contidas nas brincadeiras.

Enfim, para se ter êxito no desenvolvimento das atividades utilizando o brinquedo é importante que se tenha consciência de que a criança com deficiência intelectual é um todo integrado e o professor deverá organizar o seu trabalho de forma que estimule ao máximo o desenvolvimento das habilidades de seu aluno.


Referências Bibliográficas

BRENELLI, Rosely Palermo. O jogo como espaço para pensar: a construção de noções lógicas e aritméticas/ Rosely Palermo Brenelli – Campinas, SP: Papirus, 1996.
FORTUNA, Tânia Ramos. O brincar na Educação Infantil. Revista Pátio – Educação Infantil. Ano 1 nº 3. dezembro de 2003/ março de 2004. Ed. Artmed. P. 7 – 10.
KISHIMOTO, Tizuko Morchida (Org.). Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. São Paulo: Cortez,2006

MACEDO, Lino de. Faz-de-conta: a importância do brincar. Revista Pátio – Educação infantil. Ano 1 nº 3. Dezembro de 2003/março de 2004. Ed. Artemed. P. 10 – 13.
MAFRA, Sonia Regina Correa. O lúdico e o desenvolvimento da criança deficiente intelectual. São Paulo – 2008.


PAULA, J. (1996). Refletindo sobre o jogo. Revista motriz. São Paulo, v.2, n.2, pp. 86-96.

Autoras: Maria Júlia de Almeida Dias
                           Graduada em Pedagogia. Pós Graduada em Psicopedagogia Clínica, Institucional e Educação Inclusiva. Atua como Psicopedagoga Institucional nas escolas municipais de Vargem Grande Paulista e como Pedagoga no CREIO - Centro de Recuperação Especial e Integração Orientada.
                          
                          Ana Maria Bonjorni Rosano
                         Graduada em Pedagogia. Pós Graduada em Psicopedagogia, Especialista em Educação. Atua como Psicopedagoga Institucional nas escolas municipais de Vargem Grande Paulista, Professora da Faculdade de Vargem Grande Paulista.

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