É UM IMENSO PRAZER COMPARTILHAR IDEIAS, PENSAMENTOS E CONHECIMENTO COM VOCÊ.

Tradutor

Translate

Mostrando postagens com marcador contos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador contos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A Linguagem Simbólica dos Contos e das Histórias Bíblicas

“A história contada é como o vaso de argila
que traz no seu corpo a marca da mão que
o modelou; e é essa marca que torna possível,
completo, mostrando-o não apenas como um
objeto, mas também como o fruto de um desejo.”
Márcia Siqueira de Andrade



O universo infantil está cercado de inúmeras histórias e contos que são utilizadas para encantar, para ensinar, para transformar e também como instrumento terapêutico num processo de cura e desenvolvimento pessoal.
Cada uma dessas histórias e estórias possue em seu enredo situações que são vivenciadas no cotidiano e podem ou não ser elaboradas de forma positiva, gerando conflitos e angústias naquele que as vivencia.
Este trabalho aborda as interpretações dos contos de fada e das histórias bíblicas numa visão psicanalítica e busca analisar as relações simbólicas existentes em seu contexto que são fundamentais para sua utilização num processo terapêutico e arteterapêutico.
Para Rasga (2007), os contos de maneira geral, apresentam apenas o que é essencial numa narrativa concentrada; apresentam poucos personagens, fatos, lugar e tempo limitados. Dentre os contos encontram-se os textos maravilhosos nos quais o imaginário mistura-se ao real. Pode-se classificar as narrativas maravilhosas em:
• Contos de fada – são de origem celta e em seu enredo trazem o encantamento e/ou metamorfose (fadas, bruxas, animais falantes); para auto-realizarem-se seus heróis precisam superar obstaculos ou provas; tratam de problemáticas ligadas ao existencial. Podem conter ou não a presença de fadas.
• Contos maravilhosos – surgiram de narrativas orientais e abordam temas que enfocam os aspectos sociais; os heróis e heroínas alcançam a auto-realização na conquista de bens materiais; mostra a luta pela sobrevivência e a miséria dos personagens principais. Não contém fadas para auxiliar o protagonista.
Para Rocha (2007), as semelhanças existentes entre eles estão no fato de que, ambos os textos, apresentam obstáculos, viagens, sonhos/metas, algo ou alguém como mediador e a conquista com o final feliz. Além de servirem como meio de entretenimento, são utilizados para transmitirem valores morais e costumes e como instrumentos terapêuticos.


3.1 – Os Contos de Fada

Um dos primeiros a desenvolver estudos sobre a importância dos Contos de Fada no desenvolvimento psíquico da criança foi Jung. Para ele as associações estão ligadas as experiências armazenadas no inconsciente. (ALT, 2000).
Alguns seguidores de Freud acreditam que as lutas e os conflitos do conto de fada estão basicamente enraizadas nas questões edipianas, são puramente de ordem sexual e por isso as interpretações seguem as fases da sexualidade infantil: fase oral, fase anal e fase fálica.
Vários outros deixaram sua contribuição, entre eles podemos citar Bettelheim (1980) que defende uma interpretação psicossexual para os contos de fada. Para o autor os contos enfatizam as questões do ID, Ego e Superego, do bem e do mal e transmitem mensagens à mente consciente, à pré-consciente e a inconsciente.
Para ele é através das imagens que falam ao inconsciente que os processos infantis inconscientes se tornam claros para as crianças. Enquanto se desenvolve, a criança precisa aprender gradativamente a se entender melhor para poder entender os outros e assim estabelecer relações satisfatórias e significativas com os demais.
As crianças não compreendem os seus sentimentos pelo que eles são, apenas sentem e buscam verbalizá-los através de ações. Não há nada mais difícil e importante na criação das crianças que ajudá-la a encontrar significado na vida, e para que se possa encontrar este significado mais profundo necessita-se “transcender os limites estreitos de uma existência auto-centrada e acreditar que daremos uma contribuição significativa para a vida.” (op.cit.p.12).
Para que o conto possa atingir o inconsciente da criança precisa ser contado com riqueza de detalhes, caso contrário, perderá sua significação mais profunda. E se tentarmos explicar seus significados destruiremos seu encantamento e impossibilitaremos à criança de sentir que foi ela quem enfrentou com êxito uma situação difícil mediante suas interpretações interiores.
Uma boa história só cumpre seu papel quando estimula a imaginação, desenvolve o intelecto e clareia as emoções da criança. Apresentar um dilema existencial de forma breve e categórica, simplificar todas as situações, ter figuras esboçadas claramente e personagens que são mais típicos do que únicos, o mal ser tão onipresente quanto a virtude e se apresentarem sob forma de figuras e ações e o mal sempre perder no final são as características mais importantes dos contos de fada .
Nos contos de fada, as crianças lidam com diferentes problemas, um de cada vez, e isto facilita as mudanças na identificação do paciente com os personagens ou dos conflitos apresentados.
Identificar-se com um dos personagens leva a criança a projetar-se e vivenciar as experiências dele na sua própria história, e a garantia de um final feliz lhe assegura que qualquer que sejam suas descobertas sobre o seu inconsciente ela também poderá “viver feliz para sempre”.
Bettelheim (1980, p.23) coloca que para identificar qual história “é mais importante para uma criança específica numa idade específica depende inteiramente de seu estágio psicológico de desenvolvimento e dos problemas que mais a pressionam no momento.”
Numa outra abordagem teórica, a psicológica, o foco central das histórias está no senso do “eu”, nos aspectos da personalidade que prejudicam a ligação íntima da criança com outras pessoas, especialmente os pais. Nesta visão os contos são considerados como conflitos psicológicos ocultos. Eles se fundamentam nos sete pecados capitais da infância: a vaidade, a gula, a inveja, a luxúria, a hipocrisia, a avareza e a preguiça.
Para Cashdan (2000), que defende a perspectiva psicológica, os contos de fada são fonte de incomparável aventura e apresentam dramas sérios que refletem eventos que ocorrem no interior das crianças. São “psicodramas da infância”. (op.cit., p.33).
Para ele o valor duradouro dos contos se encontra “no poder de ajudar as crianças a lidar com os conflitos internos que elas enfrentam no processo de crescimento”. (op.cit., p.25).
Algumas preocupações marcam a vida infantil como sua posição na família, o sentimento que se tem por ela e quanto dele é dispensado a ela e seus irmãos e o medo de serem abandonadas em conseqüência do que dizem ou fazem.
Cashdan coloca que boa parte dos acontecimentos do conto de fada espelha as lutas interiores que as crianças travam contra as forças do eu e estas forças enfraquecem a capacidade de manter relacionamentos significativos. Através destas histórias, as crianças “projetam inconscientemente parte delas mesmas em vários personagens usando-os como repositórios psicológicos para elementos contraditórios do eu.” (op.cit., p.31).
Quando se apresenta o conto chamando sutilmente a atenção para o tema central as respostas podem se tornar mais significativas às perguntas dadas e quando explorado de maneira agradável pode auxiliar a resolver lutas interiores entre as forças do eu, forças negativas e positivas.
A criança precisa penetrar na história em um nível pessoal. O segredo do sucesso na terapia com as histórias se encontra no processo de identificação que deve ocorrer entre a criança, o personagem e os conflitos por ela enfrentados. Quando a criança chega à clínica psicopedagógica com dificuldades de expressar seus sentimentos, a história pode ser tornar uma saída para o paciente se reconciliar com os seus sentimentos e seus fracassos.
Cashdan (2000) diz que os eventos que formam um conto de fada acontecem em quatro etapas no caminho da descoberta.
1. Travessia – leva o herói a uma terra diferente, como floresta escura, poço e escadaria secreta, cheia de acontecimentos mágicos. A mensagem implícita está em que a pessoa precisa explorar, examinar, correr riscos para poder crescer.
2. Encontro – com uma presença maquiavélica. Força a criança a enfrentar tendências indesejáveis que possui. Enfrentar o mal torna-se um ato de auto-conhecimento.
3. Conquista – é a mais fundamental das quatro etapas, pois apresenta uma luta de vida e morte. Pela morte da bruxa a criança deixa de auto-recriminar, supera os conflitos internos e os aspectos negativos do eu são destruídos garantindo a superioridade dos aspectos positivos. “O eu é transformado, purificado levando a criança a se sentir mais auto-confiante e segura”.(op.cit.,56)
4. Celebração – casamento, reunião de família após a morte da bruxa com felicidade eterna. “De uma perspectiva de vantagem psicológica, um final feliz significa que as forças positivas do eu assumiram o comando.”(op.cit.56).
Os contos são considerados por Cashdan (2000, p.56) como “jornadas de triunfo e transformação.”
Bettelheim (1980, p.33) nos diz que “o conto de fada é terapêutico porque o paciente encontra sua própria solução através da contemplação do que a estória parece implicar acerca de seus conflitos internos neste momento da vida.”


3.2 – A Contribuição da História Bíblica como recurso terapêutico e arteterapêutico

A Bíblia é um conjunto de 66 livros escritos por vários autores que viveram em épocas diferentes e de profissões diversas. Nela encontram-se relatos históricos, poemas, cânticos, cartas de aconselhamento e código de leis e todos mantém uma unidade de pensamento em seus textos.
Néri (1996), ao falar sobre o universo das histórias bíblicas, estabelece comparações entre os contos de fada e os relatos bíblicos, tais como: ambos, em sua origem, não foram escritos para as crianças e por isto sua linguagem não lhes eram de fácil compreensão sofrendo adaptações posteriormente para atingir a mente infantil; apesar das alterações sofridas não perderam seus elementos essenciais e estruturais ; eram transmitidos de forma oral e despertam até os dias atuais grande interesse nas crianças. Para o autor, o maravilhoso existe nas histórias bíblicas, porém sua causalidade é atribuída a natureza divina, diferentemente do “fantástico” ou do “mágico” dos contos populares que é de origem sobrenatural. Dentro das histórias bíblicas encontram-se elementos simbólicos como a água, o rio, o mar, alguns animais, alimentos, os anjos, a arca, o fogo, o gigante, sonhos, entre vários outros. Néri analisa que apesar dos personagens bíblicos não apresentarem um único tipo ou arquétipos de comportamentos humanos como ocorrem nas narrativas maravilhosas, a maioria deles é reconhecido, identificado por um único traço de sua personalidade apesar de em suas histórias de vida apresentarem variações em seus comportamentos e atitudes. Tal caracterização dos personagens facilita o processo de identificação do ouvinte com o personagem.
Como exemplo, Néri cita Noé caracterizado pela paciência, Davi pela coragem e força interior, José pela fidelidade, Moisés pela liderança, Sansão pela força, entre outros.
Em tais histórias pode-se identificar temas como superação, cooperação, aceitação, inclusão, perdas, abandono, reconquista, adoção, missão, liderança, rejeição, luta, esperança, auto-confiança, medo, angústia, intimidação, coragem e vitória.
Os textos bíblicos são ricos em símbolos e trazem também uma linguagem simbólica que podem atuar no consciente e inconsciente de cada pessoa que a escuta, assim como os contos de fada.
Bettelheim (1980, p.22) nos diz que
(...)muitas histórias bíblicas são da mesma natureza que os contos de fada. As associações conscientes e inconscientes que despertam na mente do ouvinte depende de seu esquema geral de referências e de suas preocupações pessoais. Daí as pessoas religiosas encontrarem neles coisas importantes que não são mencionadas aqui.
Com a exceção de que Deus é central, muitas histórias da Bíblia podem ser reconhecidas como similares a contos de fada. (op.cit, p.67).

O autor comenta que os contos também trazem temas religiosos, pois foram escritos num período em que a vida das pessoas estava fundamentada na religião, e os considera como obra de arte porque possuem vários aspectos possíveis de serem explorados no aspecto psicológico.
Guttmam (2004), comenta que as histórias judaicas, sendo elas baseadas na Bíblia, são utilizadas para favorecer o crescimento espiritual de quem as escuta, ajudando na elaboração de suas vidas. Para ela, o terapêutico de uma história pode ocorrer ao ouvir, ao ler,ao contar e ao criar.
Assim como nossa vida emocional pode ser expressa por mitos antigos ou contos de fadas, no judaísmo as histórias bíblicas fazem que as pessoas ampliem sua visão de si mesma e do mundo... E, muitas vezes, quando escutamos determinadas histórias em momentos nos quais estamos abertos a elas, temos a sensação de que alguma percepção aconteceu e algo se transformou.(op.cit.,p. 259).

Os textos bíblicos a muito têm sido utilizados na clínica terapêutica e analisados à luz da psicanálise. Dolto (1979), discípula de Lacan, em sua prática clínica, também fez uso da arte como meio de comunicação com seus pacientes e de textos bíblicos no processo terapêutico.
Eles têm um poder muito mais surpreendente. Há dois mil anos eles são lidos e produzem sempre um efeito de verdade no íntimo de todo aquele que os lê.
Confesso que estou em busca das fontes dessa verdade. Sejam eles históricos ou não, esses textos são uma torrente fantástica de sublimação dos impulsos. Escritos com tal poder de penetração não podem ser negligenciados. Eles merecem que, formados pela Psicanálise, pesquisemos essa dinâmica, cuja chave deixam subentender.
(...) A leitura dos Evangelhos, repito, produz inicialmente um choque em minha subjetividade; depois, em contato com esses textos, descubro que Jesus ensina o desejo e nos seduz.
Descubro que esses textos de dois mil anos atrás não estão em contradição com o inconsciente dos homens de hoje em dia.
(...) O que leio nos Evangelhos, do ponto de vista da Psicanálise, parecer ser a confirmação, a ilustração dessa dinâmica viva, operando no psiquismo humano e de sua força que vem o inconsciente, aí onde o desejo nasce, de onde parte em busca daquilo que lhe falta.
(...) Coisa alguma da mensagem de Cristo estava em contradição com as descobertas freudianas. Sem hesitar decidi levar adiante essa leitura.
A vida, o efeito de verdade sempre nova que a convivência com os Evangelhos engendram no coração e na inteligência são um apelo renovado diariamente para que ultrapassemos nossos processos lógicos conscientes. São as mesmas palavras e estas parecem revelar um sentido novo, na medida em que avançamos em nosso tempo, no decurso de nossas experiências. (op. cit., p.12 e 14).

Simões (2008), em sua atuação como fonoaudióloga , psicopedagoga e psicanalista, passou a utilizar no processo terapêutico de seus pacientes, as histórias bíblicas, associadas as técnicas arteterapêuticas, como instrumento de mediação para o processo de identificação do paciente com a história, nos quais os personagens se faziam porta-vozes de seus conflitos e desejos e auxiliavam o paciente em seu auto-conhecimento, de forma agradável e poética. Fundamentou-se em Dolto (1979 e 1981), que em seu livro O Evangelho à Luz da Psicanálise relata sua experiência clínica com textos bíblicos e também estabelece uma relação com os contos de fada:
(... ) Ao ler os Evangelhos, eu descubro um psicodrama. As próprias palavras com que são narrados, a seleção das frases, a escolha de certos temas podem ser compreendidos, repito, de uma outra maneira, a partir da descoberta do inconsciente e de suas leis, por Freud.
Eles têm um poder muito mais surpreendente. Há dois mil anos eles são lidos e produzem sempre um efeito de verdade no íntimo de todo aquele que os lê.
Confesso que estou em busca das fontes dessa verdade. Sejam eles históricos ou não, esses textos são uma torrente fantástica de sublimação dos impulsos. Escritos com tal poder de penetração não podem ser negligenciados. Eles merecem que, formados pela Psicanálise, pesquisemos essa dinâmica, cuja chave deixam subentender.
[...] A leitura dos Evangelhos, repito, produz inicialmente um choque em minha subjetividade; depois, em contato com esses textos, descubro que Jesus ensina o desejo e nos seduz.
Descubro que esses textos de dois mil anos atrás não estão em contradição com o inconsciente dos homens de hoje em dia.
[...] O que leio nos Evangelhos, do ponto de vista da Psicanálise, parecer ser a confirmação, a ilustração dessa dinâmica viva, operando no psiquismo humano e de sua força que vem o inconsciente, aí onde o desejo nasce, de onde parte em busca daquilo que lhe falta.
[...] Coisa alguma da mensagem de Cristo estava em contradição com as descobertas freudianas. Sem hesitar decidi levar adiante essa leitura.
A vida, o efeito de verdade sempre nova que a convivência com os Evangelhos engendram no coração e na inteligência são um apelo renovado diariamente para que ultrapassemos nossos processos lógicos conscientes. São as mesmas palavras e estas parecem revelar um sentido novo, na medida em que avançamos em nosso tempo, no decurso de nossas experiências. (op. cit., 1979, p.12 e 14).

Edinger (1990), psicanalista, discípulo de Jung, diz que o homem tem necessidade desvendar os mistérios da alma naquilo que ele produz e que a Bíblia ocupa lugar proeminente nessa busca.
Os eventos da Bíblia, embora apresentados como história, são psicologicamente compreendidos como imagens arquétipas, isto é, como eventos pleromáticos que repetidamente irrompem na dimensão espácio-temporal e requerem um ego individual para poderem sobreviver. Quando lemos essas estórias com abertura para suas reverberações inconscientes, nós as reconhecemos como importantes para a nossa própria experiência. (op. cit., p.35).

Na busca de referenciar o tema abordado, por meio de diversos autores, percebe-se que as histórias bíblicas através de seus personagens e conteúdos manifestos podem atuar na vida de seus ouvintes, em especial daqueles que estão abertos para elas, como mediadoras no processo de transformação, de auto-conhecimento, de cura e de fortalecimento do potencial criativo ao promover o encontro do paciente consigo mesmo, assim como a Arteterapia. Conclui-se então, que ela pode ser um instrumento terapêutico não só pelo ouvir, como também pelo contar.

REFERÊNCIAS



ALESSANDRINI, C. D. (org) Tramas Criadoras na Construção do Ser Si Mesmo São Paulo: Casa do Psicólogo, 1999..
ALESSANDRINI, C. D. Oficina Criativa e Psicopedagógica, São Paulo, Casa do Psicólogo, 1996.
ALGAZI, I. S. Síntese da História Judaica 1ª parte. Internet: http. www. tryte.com.br/ judaismo/coleção/br/livro 2/ síntese, 2004.
ALT, C. B. Contos de Fadas e Mitos: Um trabalho com Grupos, Numa Abordagem Junguiana, São Paulo: Vetor, 2000.
ANDION, M. T. M. O Jogo de Areia à Luz da Teoria Piagetiana: Uma Estratégia de Intervenção Psicopedagógica. Revista Direcional Educador – ano 4, edição 43, Prol Gráfica, São Paulo, 2008.
ANDRADE, M. S Psicopedagogia Clínica, Manual de Aplicação Prática para Diagnóstico de Distúrbios do Aprendizado. São Paulo: Póluss Editorial,1998.
ARRAIS, D. e CARPEGGIANI, S. Freud ainda explica. Jornal do Comércio. Recife, 2006 - http://jc.uol.com.br/jornal/2006/05/06/not_182909.php
ARIÈS, P. História Social da Criança e da Família. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1981.
BARBOSA, A. M. A Imagem no Ensino da Arte, 4ª ed. São Paulo: Perspectiva, 1991.
BETTELHEIM, B. A Psicanálise dos Contos de Fada, Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1980.
BLEICHMAR, S. A Fundação do Inconsciente: destinos da pulsão, destinos do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995
BÍBLIA SAGRADA. Nova Tradução na Linguagem de Hoje. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.
CAMARGO, M. e SAVICKI, L. Aplicação Psicopedagógica da História de José do Egito. – Trabalho apresentado no curso de Psicopedagogia no módulo de Tratamento. V. Grande Paulista, Faculdades Hoyler, 2003.
CASHDAN, S. Os 7 Pecados Capitais nos Contos de Fadas: Como os Contos de Fadas Influenciam nossas Vidas. Rio de Janeiro: Campus, 2000.
CARVALHO, R. de. Arte-terapia: identidade e alteridade, uma perspectiva polimófica – Revista Arteterapia: Reflexões – 2006 – SP
CHABAD, B. Midrash Vayeshev. Internet: http. www.chabad. org.br/ tora/ leitura/ print/ vayeshev.html, 2004.
CHRISTO, E. e DIAS SILVA, G.M. Criatividade em arteterapia: pintando & desenhando, recortando, colando & dobrando. 2 ed. rev. Ampliada. – Rio de Janeiro: Wak, 2006.
CIORNAI, S. (org). Percursos em Arteterapia: arteterapia gestáltica, arte em psicoterapia, supervisão em arteterapia, São Paulo: Summus, 2004.
CIORNAI, S. (org). Arte-terapia: o resgate da criatividade na vida. In: CARVALHO, M. M. M. (Org) A Arte Cura? Recursos artísticos em psicoterapia. Campinas: Editoral. Psy II, 1995.
CORDIOLLI, M. A História do Povo Judeu. Internet: http.www.mundojovem. pucrs. br/judeus/a historia do povo judeu, 2004
COUTINHO, V. Arteterapia com Crianças. Rio de Janeiro: WAK Ed., 2007.
EDINGER, E. F. Bíblia e psique. Simbolismo da individuação no Antigo Testamento. São Paulo: Paulinas, 1990.
FREUD, S. Além do Princípio do Prazer.(1920). In: Obras Completas, Rio de Janeiro: Imago, 1975.
FREUD, S. “História do Movimento Psicanalítico.(1914).In: Obras Completas.
FERNÁNDEZ, A. A Inteligência Aprisionada. Porto Alegre: Artes Médicas, 1991.
GUTTMANN, M. A Criação literária na arteterapia (nas páginas das histórias e da poesia. In: CIORNAI, S. (org). Percursos em Arteterapia: Ateliê Terapêutico, Arteterapia no Trabalho Comunitário, Trabalho Plástico e Linguagem Expressiva, Arteterapia e História da Arte, São Paulo: Summus, 2004.
LITERATURA INFANTIL. http://www.acacio.kit.net/le03.htm
McCASKEY, T.C. A Linguagem Poética da Mitologia. http://monomito.wordpress.com/2006/12/05/linguagempoeticamit/
MORAES, F. Vida Simbólica: Contribuições Junguianas para o Entendimento da Eficácia Terapêutica do Fazer Artístico. 2004. Disponível em:
. Acesso em: 15/11/2007.
NERI, Valdemir Correia. “O Universo Das Histórias Bíblicas Para Crianças”. Dissertação de Mestrado Apresentada ao Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciencias Humanas da Universidade de São Paulo, 1996.
NORGREN, M. de B. P. Considerações Sobre o Processo-Terapia. Revista: Reflexões – nº 1. São Paulo : Sedes, 1995.
OLIVER, A. Um Panorama da Teoria das Inteligências Múltiplas. Revista da
Escola Adventista – ano 7, vol. 12 - 2003. trad. Renato Stencel, SP.
PALMA FILHO, J.C. O Lugar da Educação em Artes na Educação Básica. In: CHRISTOV, L. H. da S. e MATTOS, S. A. R. de M. (org.).Arte-educação: experiências, questões e possibilidades. São Paulo: Expressão e Arte Editora, 2006.
PAÏN, S. e JARREAU. G. Teoria e Técnica da Arte-terapia: a Compreensão do Sujeito; trad. Rosana Severino Di Leone – Porto Alegre: ArtMed, 2001.
PHILIPPINI, A. Universo Junguiano e Arteterapia.Internet: http://www.arteterapia.org.br/UNIVERSO%20JUNGUIANO%20E%20ARTETERAPIA.pdf. Acesso em: 5/7/2008.
RAÍZES – A História do Povo Judeu. Internet: http. www.beitlubavitch.or.br/ livro 1-3, 2004.
RASGA, K. Narrando. ATP de Língua Portuguesa - http://denarrar.blogspot.com/ 19-10-08..
ROCHA, V. Contos de Fadas e Contos Maravilhosos. Publicado no Recanto das Letras em 15/02/2007, Código do texto: T382876 . disponível em:
ROSA, U. MiniDicionário Compacto da Língua Portuguesa. São Paulo: Rideel, 1999.
SAVIANI, I. O Espiritual e a Arte na Arte-Terapia. Revista: Reflexões – nº 1. São Paulo : Sedes, 1995.
SOUZA, O. R. S. de. Breve Histórico da Arteterapia . Disponível em: . Acesso em: 15/11/2007.
SEVERINO, A. J. Filosofia. Ed. Cortez
SILVEIRA, V. S. Meditando e Criando: Um Processo de Reaprendizagem Emocional Através da Arte-Terapia . Revista: Reflexões – nº 4. São Paulo: Sedes, 2000/01.
SIMÕES, M.A. Metamorfose de uma Terapeuta: Interfaces da Fonoaudiologia, Psicopedagogia e Outros Saberes. Dissertação de Mestrado apresentada no Programa de Pós-Graduação de Psicologia da Universidade São Marcos. São Paulo, 2008
SOUZA NETO, João Clemente de. Crianças e Adolescentes Abandonados – Estratégias de sobrevivência - São Paulo: Editora Expressão & Arte. 2ª edição, 2002.
WHITE, E. G., Patriarcas e Profetas. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 1993.
WONDRACEK, K. K. José do Egito – Elaboração e Superação do Egito. Internet: http:// www. anglicanismo. net/humanas/psicologia- abril/2004.


Licença Creative Commons
A LINGUAGEM SIMBÓLICA DOS CONTOS E DAS HISTÓRIAS BÍBLICAS de Rosilene Fatima Vieira Lopes é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.




quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Linguagem Simbólica

O homem criou sistemas de símbolos que expressam o que pode ser chamado de segunda realidade. A cultura é uma forma de representar simbolicamente todos os aspectos da realidade.
De acordo com o dicionário Aurélio, simbólico significa “alegórico” e alegoria significa “pensamento sob forma figurada”. A prática simbolizadora constitui a expressão de sua subjetividade, de sua consciência e apresenta dois níveis: as representações (conceitos) e os valores. Eles ocorrem simultaneamente e abrangem todas as áreas, a subjetividade está em tudo que envolve o ser humano. As experiências subjetivas traduzem as criações do “espírito”.
Se os símbolos transmitem significados manifestos e encobertos, grande parte da literatura infantil e juvenil, tão carregada de símbolos, pode ser utilizada como propulsora de percepção de forças, impulsos, paixões primárias, como amor, ódio, ciúme, ambição, inveja, etc., vividas pela humanidade desde sua origem.
Para BETTELHEIM (1980) “os processos infantis inconscientes só se tornam claros para as crianças através de imagens que falam diretamente a seu inconsciente.” (op.cit. p.40). Enquanto se desenvolve a criança precisa aprender gradativamente a se entender melhor para poder entender os outros e assim estabelecer relações satisfatórias e significativas com ele.
COUTINHO (2007, p.60) diz que no setting arteterapêutico a pessoa encontra os meios necessários para a criação de imagens, que são mensageiras de símbolos, pelos quais se dá a comunicação de níveis psíquicos mais profundos com a consciência e que a compreensão das mensagens contidas nos símbolos abre a possibilidade do indivíduo se transformar e resolver situações de desequilíbrio. Para JUNG, apud COUTINHO (2007) uma palavra ou uma imagem só pode ser considerada como simbólica quando implica algo que está além do seu “significado manifesto ou imediato”.
PAÍN e JARREAU (2001, p.57) aborda que em função da ambiguidade dos materiais utilizados em atividades plásticas, durante o desenvolvimento das mesmas, muitas pulsões são estimuladas. Eles citam que “as leis da matéria constituem o real das experiências simbólicas frente ao qual o sujeito se rebela, manifesta sua raiva, luta, destrói, inventa novas estratégias, duvida, tenta, triunfando enfim.”



Licença Creative Commons
Linguagem Simbólica de Rosilene Fatima Vieira Lopes é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.

Nos encontre em

Diretório de Blogs 0859442f-81ec-4876-b2eb-427bd1bcdfe8
Tecnologia do Blogger.
 
CANTINHO DO BLOG © Copyright 2012.LAYOUTS E TEMPLATES GRÁTIS PARA BLOGS CLIQUE AQUI