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domingo, 23 de junho de 2013

CONHECENDO SUA CRIANÇA


Expectativas Esperadas para cada faixa etária




FAIXA ETÁRIA: 6 anos


CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS

FÍSICAS
Tem boa atividade ocular; é mais consciente da mão como ferramenta; é bagunçada; apressada; a velocidade é a marca da idade de seis anos; é barulhenta na sala de aula; cai de cadeiras; está aprendendo a distinguir esquerda de direita; tem atividade oral; morde lápis, rói unhas, morde os cabelos (dentição nascendo); cansa-se facilmente; tem doenças freqüentes; aprecia atividades ao ar livre; ginástica.

ADAPTATIVAS
Adora fazer perguntas; adora jogos novos; idéias; adora colorir e pintar; aprende mais com descobertas; aprecia processos mais do que resultados; tenta mais do que pode realizar (olhos maiores que a barriga); faz elaboradas representações dramáticas; faz elaboradas brincadeiras cooperativas; observa símbolos representativos mais importantes; tem relações espaciais e relações funcionais melhor entendidas; está começando a entender o passado quando ligado diretamente ao presente; está começando a interessar-se em habilidades e em técnicas por elas mesmas.

LINGUAGEM
Gosta de “trabalhar”; gosta de explicar algo; é rápida ao explicar algo; é prática em “show and tell” (mostrar algo e depois falar a respeito); adora piadas e jogos de adivinhação; tem linguagem impetuosa e entusiástica; é preocupada, queixosa; antecipa a conclusão da fala de outros;

PESSOAIS-SOCIAIS
Deseja ser a primeira; é competitiva; entusiástica; é ansiosa em afazer tudo corretamente; melhora atitudes com elogios; aceita com dificuldade os fracassos; tem uma grande capacidade de diversão; gosta de surpresas, presentes; deseja ter um bom desempenho na escola; tende a se “má perdedora”; inventa regras; pode ser mandona e brincalhona; crítica dos outros; irrita-se facilmente quando machucada; às vezes é desonesta; acha que amigos são importantes (pode ter uma melhor amiga); adapta-se com dificuldade às transições; substitui a casa pela escola como ambiente de influência mais significativo.


IMPLICAÇÕES PARA A SALA DE AULA                         
A IDADE DE SEIS ANOS É O ESTÁGIO DE “ESCOLHER”, DE GRANDE MOTIVAÇÃO E ANSIEDADE. EXISTEM MUITAS CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES PARA A SALA DE AULA.

HABILIDADE MOTORA FINA E VISÃO
As crianças devem copiar pouco do quadro-negro. Embora elas façam o que for pedido, essa é uma tarefa difícil para essa idade.
O senso de espaço e a capacidade de ficar em fila são difíceis e são realizados com grande inconsistência. A habilidade de adaptação torna a leitura de instruções realizável.

HABILIDADE MOTORA AMPLA
Os professores devem permitir um nível aceitável de ruído e de atividade na sala de aula; devem esperar alto volume de produção, mas baixa qualidade de realização; as crianças ficam orgulhosas em relação à quantidade de tarefas concluídas, mas se preocupam pouco com a aparência delas; os professores devem prestar atenção ao quanto as crianças se deleitam com o que estão fazendo, especialmente ao que fazem para si próprias, sejam trabalhos escolares, seja a limpeza da aula, seja um lanche; elas estão sempre prontas para experimentos com responsabilidade individual ou coletiva.

CRESCIMENTO COGNITIVO
Jogos de todos os tipos são populares e importantes nessa idade, jogos de linguagem, poemas, charadas e canções divertem e iluminam suas jovens mentes. O ensino através de jogos produz padrões de aprendizagem que se enraízam de tal maneira que o trabalho com um livro de exercícios não faria.
Essa é uma idade de explosão artística, massa de modelar, tintas, cores, livros, costura, dança, músicas são freqüentemente experimentados pela primeira vez com seriedade nessa idade. As crianças necessitam sentir que suas tentativas são valorizadas, que não existe um modo certo ou errado para enfocar um tipo de arte. Correr riscos nessa idade aumentará a expressão e a competência artística futuramente.
As crianças podem começar a entender eventos do passado ( História), quando eles estão associados com o presente. Os professores precisam planejar conteúdos de estudos sociais com um olhar lançado sob o aqui e agora. Passeios são bastante populares e produtivos, quando seguidos de atividades de representação, como histórias sobre experiências e trabalho com blocos.


COMPORTAMENTO PESSOAL E SOCIAL
Comportamentos extremos devem ser compreendidos, mas não tolerados pelo professor. Ataques, brincadeiras inadequadas, dar ordens, reclamar, tagarelar: todos são modos através dos quais a criança de seis anos experimenta sua autoridade em relacionamentos.
Os professores devem ser sensíveis ao extremo no que se refere ao poder das palavras com crianças dessa idade. Um pequeno elogio pode ser tudo que a criança precisa para superar uma situação difícil; críticas rigorosas podem machucá-la profundamente.
Os professores devem estar atentos para tirar o elemento de competição de jogos empregado para ensino. Crianças de seis anos são altamente competitivas e podem exagerar a necessidade de vencer.


FAIXA ETÁRIA: 7 anos


CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS

FÍSICAS
É visualmente míope; trabalha com a cabeça abaixada perto da mesa; segura o lápis na ponta como se com uma torquês; realiza trabalhos escritos limpos e organizados; algumas vezes pode ser tensa; gosta de espaço confinado.


ADAPTATIVAS
Gosta de revisar tarefas aprendidas; necessita de fechamento em suas atividades; deve completar uma tarefa; gosta de trabalhar só; classifica coisas espontaneamente; gosta que alguém leia para ela; tem habilidade reflexiva em desenvolvimento; refaz constantemente o que escreve; quer trabalho perfeito; gosta de repetir tarefas; aprecia trabalhos de manipulação; deseja descobrir como “as coisas” funcionam; gosta de desmontar coisas.


LINGUAGEM
É boa ouvinte; é oradora precisa; gosta de conversas individuais; tem seu vocabulário em desenvolvimento, expandindo-o rapidamente; é interessada no significado de palavras; gosta de enviar recados; tem interesse em qualquer tipo de código.


PESSOAIS-SOCIAIS
É introspectiva, solitária; é,às vezes, mal-humorada; depressiva; amuada; tímida; é irritável “ninguém gosta de mim”; tem sentimentos instáveis; necessita de segurança e de estrutura; conta com a ajuda do professor; não gosta de cometer erros ou se arriscar a cometê-los; é sensível aos sentimentos alheios, mas, às vezes, gosta de fofocar; é séria e conscienciosa; mantém a escrivaninha e o quarto organizados; necessita de apoio constante; não se identifica bem com mais de uma professora; tem gostos e aversões fortes.


IMPLICAÇÕES PARA A SALA DE AULA

CRIANÇAS DE SETE ANOS SÃO INTROSPECTIVAS E IMPREVISIVEIS; GOSTAM DE ESTAR SOZINHAS. O PROFESSOR DEVE ESTAR ATENTO PARA ESSA SENSÍVEL IDADE.

HABILIDADE MOTORA FINA E VISÃO
A letra de forma, os desenhos, os números, etc. das crianças tendem AA ser pequenos, se não forem de tamanho microscópico. As crianças trabalham com a cabeça contra a mesa, freqüentemente escondendo ou fechando um olho. A tarefa de copiar do quadro pode ser prejudicial. Este é o momento inadequado para introduzir a escrita cursiva. .As crianças ancoram a letra de forma à linha de baixo e acham difícil preencher o resto do espaço. Elas seguram o lápis perto da ponta, como se com uma torquês, e consideram difícil relaxar a mão.

HABILIDADE MOTORA AMPLA
Os professores podem planejar períodos de trabalho silencioso contínuo, em uma sala silenciosa e com pouca demonstração de comportamento exagerado. As crianças preferem jogos de tabuleiro a jogos esportivos. Jogos de playground, como pular corda ou amarelinha, são mais populares do que atividades em grupos grandes ou jogos em equipes.

CRESCIMENTO COGNITIVO
Os professores devem prestar atenção à rotina e à necessidade da criança de concluir as atividades, pois elas querem terminar um trabalho iniciado. Os testes com tempo medido são particularmente problemáticos. As crianças gostam de trabalhar sozinhas ou trabalhar em pares. A memorização é uma das atividades preferidas. Elas gostam de códigos, quebra-cabeças e outros segredos.
As crianças desejam que seu trabalho seja perfeito. Prestam atenção nos resultados finais de seus trabalhos de classe, sendo a exibição deles inteiramente apropriada. Elas gostam de repetir tarefas, revisando trabalhos com a professora; gostam de trocar idéias freqüentemente com a professora.
Os professores podem empregar projetos e centros de “descobertas” com sucesso; as crianças são ansiosas para descobrir como tudo funciona. Gostam de colecionar e de classificar.


COMPORTAMENTO PESSOA E SOCIAL
Os professores devem esperar freqüentes trocas de amizades. As crianças trabalham melhor em pares ou sozinhas; elas aceitarão trabalhos individuais para fazer em sua própria classe.
As mudanças de horário são perturbadoras; avise-as com antecedência quando houver substituições. Os professores devem alternar a seriedade da classe para crianças de sete anos com humor e com jogos.
A comunicação com os pais é freqüentemente crítica nessa idade instável.


FAIXA ETÁRIA: 8 anos


CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS

FÍSICAS
Crescimento lento; melhoria no controle temporal; habilidade no controle da bicicleta; habilidade da musculatura ampla aumenta sensivelmente; desenvolvimento rápido e uso habilidoso da musculatura fina; trabalhos manuais e outros projetos são cuidadosa e habilmente concluídos.


ADAPTATIVAS
Pensamento torna-se mais lógico e sistemático; analogias com experiências passadas são utilizadas para lidar com experiências novas; conservação, reversibilidade e classificação para resolver problemas em situações concretas são utilizadas.

LINGUAGEM
Capacidade em lidar com exceções às regras gramaticais; desenvolvimento crescente da compreensão complexa de sintaxe; comunicação um pouco limitada devido à inabilidade de assumir o papel de outro; dificuldade de contar uma história completa por omitir informações cruciais.


PESSOAIS E SOCIAIS
Desejo de vencer e de brincar segundo regras; ideias sobre regras ainda são vagas; atendimento a regras pelo respeito aos adultos e às outras crianças; intransigência em aceitar quaisquer mudanças de regras; sentimentos de adequação dependem amplamente do sucesso na escola; independência e responsabilidade.

IMPLICAÇÕES PARA A SALA DE AULA

HABILIDADE MOTORA FINA E VISÃO

As crianças provavelmente estão prontas para escrever com letra cursiva. Os desenhos entram no estágio esquemático, demonstrando atenção ao projeto, ao equilíbrio e à perspectiva. As habilidades da musculatura fina consolidam-se e desenvolvem-se mais rapidamente.

HABILIDADE MOTORA AMPLA

As brincadeiras ativas devem-se concentrar em habilidades de aprendizagem necessárias para jogos organizados e para os esportes. Atividades como equilibrar-se sobre uma barra ou como as corridas ajudam as crianças a adquirir e a desenvolver habilidades para usar e controlar os grandes músculos.

CRESCIMENTO COGNITIVO

As crianças são capazes de raciocinar logicamente desde que os problemas propostos estejam dentro do domínio de suas experiências diretas. Os professores devem compreender que, apesar de as crianças nessa  idade serem mais lógicas, elas ainda têm dificuldades em explicar uma situação complicada.
Informações ou conceitos devem ser apresentados pelo professor de forma mais variada possível, para cobrir as diversas maneiras de entendimento diferentes de cada criança.
As crianças nessa idade aprendem mais por meio de objetos concretos, realizando na prática o que estão aprendendo.

COMPORTAMENTO PESSOA E SOCIAL

Os relacionamentos com os colegas aumentam em importância e em intensidade.
Os professores deveriam envolver as crianças em atividades de grupo que proporcionassem a elas aceitação, atividades em que elas estabelecessem papéis e em que atingissem algum prestígio. Conforme as crianças interagem com os professores, elas estão aprendendo a relacionar-se emocionalmente com adultos fora de casa e lentamente atingem independência da família. O professor deveria encorajar a criança de oito anos a assumir responsabilidades, tais como ir às compras e cuidar de suas necessidades pessoais.


FONTE: 
Shores, Elizabeth F., Grace, Cathy. Manual do Portfólio: um guia passo a    passo para professores; trad. Ronaldo Cataldo Costa. – Porto Alegre: Artmed, 2001.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

As Relações da Psicopedagogia e da Arteterapia

Enquanto a Arteterapia tem como campo de atuação resgatar o indivíduo como um todo não se limitando apenas ao fazer artístico ou a realizar uma busca de si mesmo, a Psicopedagogia trabalha com as dificuldades de aprendizagem e todos os processos que envolvem esta problemática, procurando descobrir o que acontece entre a inteligência e os desejos inconscientes do sujeito.
Segundo a definição da AATA (2003), “por meio do criar em arte e do refletir sobre os processos e trabalhos artísticos resultante, pessoas podem ... desenvolver recursos físicos, cognitivos e emocionais e desfrutar do prazer vitalizador do fazer artístico.”
É nessa relação que se estabelecem novas relações com áreas de atuação e pesquisa que também olham para o indivíduo e buscam contribuir para melhorar sua qualidade de vida e o seu desenvolvimento como um todo, mediante uma maior percepção e conhecimento de si mesmo e exploração de suas potencialidades.
FERNADEZ (1991), ao falar sobre a escuta e o olhar psicopedagógico diz que estes só poderão ocorrer num “espaço transional, de jogo, confiança e criatividade.”
Para ela o problema de aprendizagem está diretamente relacionado com o “anular as capacidades e bloquear as possibilidades” e que o sintoma surge na impossibilidade da pessoa simbolizar. Para que a aprendizagem aconteça é fundamental a formação de um vínculo, o qual se inicia nas relações familiares e onde a criança define a maneira que vai utilizar para se aproximar do conhecimento. “A aprendizagem é um processo cuja matriz é vincular e lúdica e sua raiz corporal; seu desdobramento criativo põe-se em jogo através da articulação inteligência-desejo e do equilíbrio assimilação-acomodação.”
É nessa relação inteligência-desejo que se dá a relação da Arteterapia com a Psicopedagogia. Ao comparar o pensamento como uma trama ela apresenta a inteligência e o desejo como fios que se entrelaçam, da mesma forma como se entrelaçam “a significação simbólica e a capacidade de
organização lógica.”
Assim como a inteligência tende a objetivar, a buscar generalidades, a classificar, a ordenar, a procurar o que é
semelhante, o comum, ao contrário, o movimento do desejo é subjetivante, tende a individualização, à diferenciação, ao surgimento do original de cada ser humano único em relação ao outro.
Em qualquer atitude que observemos de uma pessoa, poderemos discriminar, mas só teoricamente, o processo objetivante (lógico-intelectual), do subjetivante (simbólico-desejante): a soma de ambos os processos é o ato que resulta. Para que haja aprendizagem, intervêm o nível cognitivo e o desejante, além do organismo e do corpo.
O simbolismo não pode manifestar-se independentemente da intelecção, porque esta lhe dá a possibilidade da congruência. Na fratura da congruência aparece o sintoma. O pensamento é um só, não há um pensamento inteligente e outro simbólico, já que tudo vem entrelaçado, como se um deles fosse o fio horizontal, o outro o vertical, e o pensamento uma trama; quando falta um deles, a trama não se constrói. Ao mesmo tempo dá-se a significação simbólica e a capacidade de organização lógica.
De acordo com PAÍN (2001) as atividades artísticas são instrumentos indispensáveis no processo terapêutico dos problemas de aprendizagem.
Após estudos recentes, alguns pesquisadores propuseram novos níveis de inteligência, além das Inteligências Múltiplas soma-se a Inteligência Moral e a Inteligência Emocional.
De acordo com OLIVER (2003), a Inteligência Emocional, teoria desenvolvida por GOLEMAN (1995), propõe que as pessoas que apresentam habilidades emocionais bem desenvolvidas são mais propensas a estarem contentes e se sentirem realizadas em suas vidas criando hábitos mentais que estimulam sua própria produtividade; em contra partida, aquelas que não conseguem controlar sua vida emocional vivenciam batalhas interiores que inibem, acobertam suas habilidades de trabalho e também a capacidade de pensar. (Revista Escola Adventista)
ALESSANDRINI (1996), ao falar sobre a prática psicopedagógica na Arteterapia diz que a “Psicopedagogia... propõe o desenvolvimento das funções de aprendizagem da criança e do adolescente a partir de um trabalho expressivo e criativo.”
“A experiência artística, expressão da alma e da percepção que o homem tem do mundo, apresenta-se como recurso importante para ampliar a aprendizagem daquele que se relaciona com o outro, e aprende a partir dessa relação.”
Para ela a linguagem da arte é importante na expressão da atividade cognitiva do aprendiz e o fazer artístico pode desenvolver níveis superiores de linguagem e cognição. Analisa que se a pessoa está vivenciando situações que não se relacionam afetivamente com o seu aprendizado, o mesmo não flui de maneira harmoniosa e assim prejudica seu processo de aprendizagem.
Em sua experiência psicopedagógica trabalha tanto com o pensamento quanto com a emoção, através de atividades que promovam o alívio das tensões que inibem e obstruem o “processo de aprendizagem, da construção, da auto-confiança e o desenvolvimento e expansão do nível de consciência do sujeito.” Procura fortalecer a criança internamente, “possibilitando um espaço onde se concretize a expressão de uma imagem interna, de modo que a aprendizagem se apresente de forma mais agradável e não-traumática.”
Pensar criativamente é trabalhar a partir do que há de mais nobre em uma pessoa. É a “fecundação”. A cada minuto, algo nasce e se transforma. O pensamento emerge e precisa ser refeito, re-elaborado. Comparamos, estabelecemos relações, discriminamos, definimos para poder transformar; para poder “re-ver” todo aquele caminho, sentido e experienciado em um nível energético delicado e especial. É o trabalho de aperfeiçoamento e de tematização de conteúdos expressos simbolicamente.
BARBOSA (1991) diz que a “arte é cognição, é profissão, é uma forma diferente da palavra para interpretar o mundo, a realidade, o imaginário e é conteúdo. Como conteúdo, a arte representa o melhor trabalho do ser humano.
Para CARVALHO (2006), o arteterapeuta tem a liberdade de escolher os mediadores com os quais fará a intervenção, privilegiando uma ou mais das potencialidades terapêuticas da arte, podendo ser a criação, a aprendizagem, a expressão e a significação.
Segundo SAVIANI(1995), a arte se relaciona abertamente com a pedagogia, a filosofia e a psicologia. No processo arteterapêutico esta relação se apresenta ao se trabalhar o físico no sensório-motor, o mental nos processos cognitivos, as emoções, idéias, sonhos e memórias.
Na vivência dessa relação foram aplicadas técnicas artísticas como instrumentos terapêuticos num processo de tratamento da clínica psicopedagógica, tendo como base a história bíblica de José no Egito. Foram aplicadas atividades plásticas, com tecido, com miniaturas, modelagem em argila, desenho, construção de bonecos e dramatização, os quais permitiram ao paciente identificar novas formas de expressar suas emoções e sentimentos, elaborar seus conflitos pessoais e familiares, estimular sua
criatividade e possibilitar sua transformação.

REFERÊNCIAS
ALESSANDRINI, C. D. (org) Tramas Criadoras na Construção do Ser Si Mesmo,
São Paulo: Casa do Psicólogo, 1999..
ALESSANDRINI, C. D. Oficina Criativa e Psicopedagógica, São Paulo, Casa do
Psicólogo, 1996.
BARBOSA, A. M. A Imagem no Ensino da Arte, 4ª ed. São Paulo: Perspectiva,
1991.
CARVALHO, R. de. Arte-terapia: identidade e alteridade, uma perspectiva
polimófica – Revista Arteterapia: Reflexões – 2006 – SP
OLIVER, A. Um Panorama da Teoria das Inteligências Múltiplas. Revista da
Escola Adventista – ano 7, vol. 12 - 2003. trad. Renato Stencel, SP.
SAVIANI, I. O Espiritual e a Arte na Arte-Terapia. Revista: Reflexões – nº 1. São
Paulo : Sedes, 1995.




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