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domingo, 22 de setembro de 2013

Transtornos Emocionais na Escola (parte 2): Transtorno de Conduta

Definição: alterações comportamentais que se apresentam especialmente em adolescentes agressivos, desafiadores, antissociais, que desrespeitam as regras da sociedade e os direitos alheios.
            Os meninos apresentam maior incidência do que as meninas.  Outros transtornos comportamentais, tanto da infância como da adolescência, poderá estarão estar associados podendo ser também um agravamento do Transtorno Desafiador Opositivo. Pode parar ou continuar na idade adulta.

Características:
  • Violação das regras;
  • Comportamento antissocial;
  • Agressão física a pessoas e animais;
  • Praticam bullying;
  • Brigas frequentes;
  • Utilização de armas de fogo, faca ou bastão;
  • Não sente remorso, são sádicos, negativistas, desafiadores, hostis, vândalos;
  •  Furto, fuga de casa, mentira;
  • Consumo de álcool e droga;
  • Comportamento sexual de risco;
  • Dificuldade em interações sociais;
  • Baixa autoestima;
  • Baixa tolerância à frustração, irritabilidade e explosões de raiva;
  • Desempenho acadêmico fraco e alto índice de reprovação;


Sintomas na escola:
  •   Mentiras;
  • Agressões físicas;
  •  “matar aula”;
  •   Destruição de carteiras;
  •  Roubo de material escolar;
  •  Agressividade e ameaças contra professores e alunos;
  •  Hostilidade com colegas de turma;
  • Ausência de remorso;
  • Comportamento sádico;
  • Consumo de álcool e drogas;
  • Desempenho escolar fraco;
  • Isolamento social;
  • Prática de bullying.

Não existe uma causa específica que desencadeie o Transtorno de Conduta. Acredita-se em fatores genéticos associados ao ambiente ou estressores sociais. Dentre os estressores sociais relacionam-se os ambientes familiares caóticos, violência doméstica por pais violentos, agressivos, negligentes e ausentes; famílias instáveis com muitas brigas conjugais, pais viciados em drogas lícitas e ilícitas; abuso físico ou sexual de crianças.

Tratamento:
Deve ocorrer não apenas com o adolescente mas também junto a família e a escola por meio de medidas socioeducativas, treinamento de habilidades sociais e técnicas da terapia cognitivo-comportamentais para o controle da agressividade e desrespeito e estímulo de comportamentos aceitáveis. Os medicamentos são úteis e auxiliam no tratamento dos sintomas.
Pode ocorrer a indicação de uma internação de curto prazo para aqueles que podem se tornar perigosos para si e familiares.

A falta de tratamento pode agravar os sintomas e possibilita o envolvimento com as drogas e a criminalidade.



Fonte:
·         TEIXEIRA, Gustavo. Manual dos transtornos escolares: entendendo os
         problemas de crianças e adolescentes na escola. Rio de Janeiro: BestSeller,  

        2013.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Transtornos Escolares


Transtorno Desafiador Opositivo

     Tem se tornado comum encontrar nas escolas alunos que apresentam um comportamento de extrema agressividade, de raiva que não pode ser contida, de desrespeito as regras e as autoridades. Demonstram não serem sensibilizados por nenhum tipo de intervenção tornando o ambiente escolar assustador e extressante.
     Surge então a seguinte pergunta: o que fazer, como lidar com tal comportamento na sala de aula e demais dependências da escola? E aprendizagem, como torná-la significativa e prazerosa? E os demais alunos? Realmente, as ações de ensinar e aprender  tem se tornado cada vez mais desafiadoras na atualidade.
     Nesse contexto se faz necessário uma avaliação comportamental da criança ou adolescente, que deve ser realizada por um médico especialista em comportamento infantil com formação em psiquiatria ou neurologia. Tal profissional realizará um avaliação comportamental completa que se divide em 5 etapas:
  •  Avaliação com pais ou responsáveis sem a presença do filho – anamnese;
  • Avaliação da escola escrita e dissertativa;
  • Avaliação complementar de outros profissionais;
  • Aplicação complementar de testes padronizados;
  • Avaliação da criança – capacidade e habilidade de comunicação, interação social, atenção, memória, pensamento, inteligência, linguagem, afetividade e humor.

     Concluída a avaliação detalhada o médico poderá optar por uma intervenção interdisciplinar envolvendo profissionais como psicólogo, fonoaudiólogo, psicomotricista, psicopedagogo, entre outros.
    Iniciaremos nosso estudo com o Transtorno Desafiador Opositivo nesta postagem e nas próximas abordaremos outros transtornos.

Transtorno Desafiador Opositivo

   Definição: padrão persistente de comportamentos negativistas, hostis, desafiadores e desobedientes observados nas interações da criança com adultos e figuras de autoridade.
Os sintomas aparecem em diferentes ambientes, especialmente na escola e na casa. Inicia por volta dos 6 anos, ocorrendo mais em meninos.

        Características:
  • Discute com professores e colegas;
  • Recusa-se a trabalhar em grupo;
  •  Não aceita ordens;
  • Não realiza deveres escolares;
  • Manipulador;
  • Não aceita crítica;
  • Desafia a autoridade de professores e coordenadores;
  •  Deseja tudo ao seu modo;
  •  É o “pavio curto” ou “esquentado” da turma;
  • Pertuba outros alunos;
  •  Responsabiliza os outros por seu comportamento hostil.


     O desempenho escolar fica comprometido, gerando alto índice de reprovação. Não aceitam participar de atividades em grupos, nem receber ajuda dos professores. Podem apresentar outros transtornos de comportamento associados como TDAH, ansiedade, humor e transtornos de aprendizagem.
     O diagnóstivo e tratamento precoce são fundamentais para melhorar os sintomas e prevenir que o Transtorno Desafiador Opositivo evolua para o Transtorno de Conduta.
Acredita-se que as causas tem origem multifatorial, apresentando aspectos biológicos e ambientais.
·     Aspectos biológicos: características herdadas como temperamento impulsivo, baixo limiar de frustração, irritabilidade e disfunções em neurotransmissores serotoninérgicos e dopaminérgicos.
·   Aspectos ambientais: comportamento criminoso, acoolismo, uso de drogas por pais e/ou responsáveis, negligência, falta de afeto e suporte emocional, métodos de criação parental comumente observados em lares onde os pais são permissivos e não estabelecem regras ou em lares opressores com normas muito rígidas no qual a criança convive com violência, agressividade, hostilidade, briga entre os pais consideranto tais comportamentos como normal.

      Tratamento: são necessárias várias intervenções a fim de se alcançar resultados positivos no tratamento, tais como:
  •  Medicamentos – objetivam reduzir os sintomas para facilitar as ações de pais e professores;
  • Terapia cognitivo-comportamental – com treinamento das habilidades sociais;
  • Método de reforço positivo com elogios, contrato de comportamentos, premiação;
  • Aconselhamento e treinamento de pais e professores - para que possam encorajar comportamentos adequados;
  • Terapia familiar – para melhorar o diálogo, a comunicação entre os membros da família;
  • Prática esportiva – para fortalecer a autoestima da criança.

     O tratamento só apresentará resultados positivos se houver engajamento dos pais.
     
     Dicas aos pais:
  •  Dedique um tempo a seu filho diariamente;
  • Converse com ele e realize atividades esportivas ou de lazer;
  •  Estimule a prática de esportes coletivos;
  • Explique claramente regras e instruções;
  • Explique possíveis consequências em caso de indisciplina;
  • Utilize técnicas comportamentais de manejo de sintomas opositivos e desafiadores;
  • Proponha acordos e privilégios em caso de atitudes assertivas;
  • Elogie atitudes positivas;
  • Evite punições físicas (bater na criança reforçará comportamentos agressivos);
  • Retire privilégios em casos de mau comportamento;
  • Comunique-se com professores e coordenadores sempre que necessário;
  • Realize passeios para promover a integração familiar.

Fonte:
·         TEIXEIRA, Gustavo. Manual dos transtornos escolares: entendendo os
         problemas de crianças e adolescentes na escola. Rio de Janeiro: BestSeller,  

        2013.

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