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sábado, 30 de agosto de 2014

Dedoches para a hora do conto


sábado, 1 de junho de 2013

Histórias Bíblicas para Intervenções - Psicopedagogia e Arteterapia

História de Davi e Golias 

davi_golias.jpg (300×228) 
Baseado no relato bíblico de I Samuel 16 e 17

Ao sul de Jerusalém achava-se a cidade de Belém onde vivia um homem chamado Jessé, e sua família. Ele tinha oito filhos e duas filhas.
Davi, o oitavo filho, caçula dos homens, era ruivo, de belos olhos e boa aparência. Era sisudo em palavras, forte, valente, tocava harpa, compunha e cantava músicas. Responsável pelas ovelhas de seu pai, vivia solitário e com simplicidade nas colinas próximas à cidade.
Esquecido por seu pai e sua família era considerado um João-ninguém. Possuía um coração de servo, humildade e cuidava fielmente das ovelhas.
Um dia, o profeta Samuel foi à casa de Jessé cumprir uma ordem de Deus. Deveria ungir, dentre os filhos, um novo rei para Israel. Quem seria o escolhido ele ainda não sabia. Após apresentarem um sacrifício a Deus, talvez de purificação, o profeta mandou o pai chamar todos os filhos, no entanto, esqueceu-se de chamar a Davi que continuou o pastoreio sem saber do que acontecia em sua casa.
Um a um passou a conhecer os jovens rapazes. O primeiro foi o mais velho, Eliabe. Tinha porte de rei, era alto, de boa aparência, homem de guerra, mas possuía um espírito crítico, negativo e desprezava o irmão caçula. Possuía, segundo o olhar dos homens, todas as qualidades necessárias para ser o novo rei, até se parecia com o rei Saul, contudo Deus disse não a Eliabe. Ele não era o escolhido. 
Trouxeram o segundo filho, Abinadabe, depois Samá, até passar os sete rapazes fortes, de boa aparência e homens de guerra, mas que não apresentavam todas as qualidades que Deus desejava. Por isso, um a um foram sendo recusados pelo Criador. Então Samuel perguntou a Jessé:
_ "Acabaram-se os teus filhos"?
_ " Ainda falta o mais moço, que está apascentando as ovelhas", respondeu Jessé.
_ " Manda chamá-lo, pois não nos assentaremos à mesa sem que ele venha."
O pai, que não apreciava igualmente todos os filhos e deixou de cultivar entre eles o respeito mútuo, mandou um mensageiro chamar Davi, o filho que ele menosprezava.
Ao receber o mensageiro chamando-o para ir para casa o rapaz se surpreendeu e procurou saber o que o profeta desejava com ele.
No momento em que ele entrou em casa, Samuel ouviu a voz de Deus dizendo:
_ "Levanta-te, e unge-o, porque este é meu."
Samuel derramou sobre a cabeça do jovem adolescente o azeite que estava no chifre e o ungiu secretamente no meio de seus irmãos. Naquele momento Davi compreendeu o alto destino que o aguardava, mas mesmo assim voltou ao campo, um lugar de paisagem rica e variada beleza, para continuar cuidando das ovelhas. Ali podia compor, tocar sua harpa e cantar suas músicas com voz melodiosa.
Um dia o rei Saul estava muito triste e enlouquecido e pediu que procurassem um bom músico que pudesse acalmá-lo com o som de seu instrumento. Chamaram então a Davi. Ele passou a frequentar o palácio a fim de tocar para o rei sempre que este estava angustiado e deprimido.
Passado algum tempo, Israel declarou guerra aos filisteus. Os três filhos mais velhos de Jessé tomaram parte no exército sob o comando do rei Saul. Davi permaneceu cuidando das ovelhas até que seu pai o chamou e o mandou ir ao encontro dos irmãos para saber como eles estavam e para levar presentes. Ao chegar ao acampamento, no vale de Elá, que mais parecia um desfiladeiro e que tinha um ribeiro ao fundo, ouviu um ruído como se a batalha estivesse prestes a ter início. O exército de Israel estava abatido e amedrontado porque durante quarenta dias vinha sendo ameaçado e intimidado pelo gigante Golias.
De repente... todos ouviram novamente a voz do gigante insultando e desafiando alguém do exército de Israel a lutar contra ele. Davi, que estava conversando com seus irmãos, deixou de lado os presentes que levava. Com indignação e vergonha, perguntou:
_ "Quem é, pois, este incircunciso filisteu, para afrontar os exércitos do Deus vivo?"
Ao ouvir as palavras de Davi, Eliabe, seu irmão mais velho, cheio de ciúmes, encheu-se de ira e disse:
_ "Por que vieste realmente? E a quem deixaste aquelas poucas ovelhas no deserto? Conheço a tua insolência e a maldade do teu coração. Vieste por curiosidade. Só queria ver a batalha."
Davi então respondeu com respeito:
_ "Que fiz eu agora? Porventura há razão para isso?"
Todos estavam amedrontados e haviam fugido diante do chamado de Golias. Até mesmo o rei Saul que era o mais alto de todos os homens no exército de Israel e seu líder, mas um medroso.
O jovem rapaz se ofereceu para lutar contra o gigante, porém todos diziam que era loucura, pois além de muito jovem não estava acostumado à guerra. O rei tentou desanimá-lo, não acreditava que pudesse ser bem sucedido, mas ele estava certo da vitória pois confiava plenamente na ajuda Divina. Contou para ele como Deus o havia ajudado a matar um leão e um urso com suas próprias mãos enquanto defendia as ovelhas. Saul mandou que vestissem nele toda a sua armadura. Depois de ter vestido cada peça daquela roupa especial, o rei o abençoou e Davi saiu para o combate, mas não conseguia se movimentar, pois a roupa era muito grande e pesada para ele. Por causa disso, voltou para tirar a roupa e por alguns instantes os soldados pensaram que ele tivesse desistido.
Davi, com suas próprias roupas, juntou seus instrumentos de defesa no cuidado das ovelhas: o cajado, o alforje e sua funda. Passou pelo riacho que havia ali próximo, pegou cinco pedrinhas bem lisas e se dirigiu para a frente da batalha onde viu e encontrou-se com Golias pela primeira vez. Manteve-se confiante e convicto da vitória.
Golias media quase três metros de altura. Era forte, vestia uma armadura de bronze que ia dos ombros ao joelho e pesava entre 80 e 90 Kg. Tinha na cabeça um capacete de bronze e nas pernas caneleiras também de bronze. Levava entre os ombros uma lança de bronze cuja cabeça pesava de 9 a 11 Kg. Diante dele ia um escudeiro.
Ao ver Davi, o gigante encheu-se de ira, começou a amaldiçoá-lo, a intimidá-lo e gritou:
_ "Sou eu algum cão para tu vires a mim com paus? Vem a mim e darei a tua carne às aves do céu e às bestas do campo."
Pelo que Davi respondeu:
_ "Tu vens a mim com espada e com lança e com escudo; porém eu venho a ti em nome do Senhor dos exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado. Hoje mesmo o Senhor te entregará na minha mão. Ferir-te-ei, e te tirarei a cabeça, e os corpos do arraial dos filisteus darei hoje mesmo às aves do céu e às bestas da terra. Toda a terra que há Deus em Israel. E saberá toda esta congregação que o Senhor salva. Não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra. Ele vos entregará na nossa mão."
A ira tomou conta de Golias e com raiva cometeu seu fatal deslize, tirou o capacete que lhe protegia a testa e lançou-se para o combate. Davi não excitou, apressou-se e correu ao combate. Tirou do alforje uma pedrinha, colocou na funda, girou e lançou a pedra que atingiu o gigante na testa e o fez cair com o rosto sobre a terra. Usando a própria espada de Golias, o rapaz cortou-lhe a cabeça e a levou para que todo o reino pudesse ver.
Os filisteus, vendo seu guerreiro morto no chão, saíram dali correndo e foram perseguidos e vencidos pelo exército israelita.
Como Saul havia prometido, quem vencesse o gigante receberia muitas riquezas e se casaria com a filha do rei, assim foi. Davi passou a morar no palácio real, tornou-se instantaneamente popular. Casou-se com uma das princesas e mais tarde, conforme o plano de Deus, tornou-se o novo rei de Israel após a morte de Saul.
Tudo quanto fez Davi, prosperou, pois o Senhor estava com ele.

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http://www.historiasbiblicas.com.br/downloads/HB005_Davi-e-Golias.zip

http://www.historiasbiblicas.com.br/downloads/colorir_HB005_Davi-Golias.zip

http://www.historiasbiblicas.com.br/downloads/HB009_Nascimento-Moises.zip

http://www.historiasbiblicas.com.br/downloads/HB007_Daniel-e-o-Sonho-do-Rei.zip

http://www.historiasbiblicas.com.br/downloads/colorir_HB007_Daniel-Sonho-do-Rei.zip




segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Abordagem Psicopedagógica da História Bíblica de Davi e Golias

Objetivo: Assim como no conto, a história bíblica de Davi e Golias pode:
  •  contribuir com a aprendizagem;
  • apresentar a partida, a luta, o castigo, uma ajuda (Deus) e uma questão de justiça quando o gigante é derrotado;
  • possibilitar as projeções;
  • trabalhar a criança com problema de rejeição;
  • reportar à rivalidade fraterna, pois os irmãos tinham ciúmes do que Davi fazia, do que era e do que seria no futuro (rei de Israel).
Davi: 
  • possibilidade de representar o filho que apresenta o sintoma-aprendizagem com denúncia da cadeia familiar;
  • pode representar o filho solitário, que vivia afastado da família;
  • pode representar o filho que escolhe formas diferentes de lidar com o problema, sem ser através da agressividade ou da dificuldade de aprendizagem;
  • pode representar o filho obediente que acata a ordem dos adultos, representando as crianças "ditas normais", mas que escondem seus sintomas dentro dessa normalidade;
  • possibilidade de representar o filho que causa ciúmes nos irmãos, o menosprezado pela família (o pai não via nele grande valor, além de ser o filho mais novo, pois na época o primogênito era o mais valorizado, o que tinha mais direitos);
Sacrifício: 
  • pode representar o começo da solução dos problemas.
Fogo: 
  • pode representar a purificação, ou seja, o início do tratamento.
Ovelhas:
  • podem representar a obediência às regras;
  • pode representar as crianças que seguem as normas para aprender, as crianças que precisam ser passivas - sem questionar;
  • pode representar as crianças superprotegidas.
Animais ferozes:
  • podem representar os pequenos medos que uma criança tem em seu inconsciente e que ela tenta derrotar em determinadas circunstâncias.
Música - harpa:
  • pode representar a diferença - Davi era diferente da família;
  • pode representar um mecanismo de defesa que seu ego usou para se defender das ameaças;
  • pode representar a fuga, uma forma de sublimar os problemas;
  • pode ser um sinal de produtividade;
  • pode ser um meio de encontrar a si próprio ou de auxiliar o outro (o som de sua harpa ajudava o rei Saul a transformar o seu espírito diante dos conflitos).
Funda:
  • pode representar o instrumento em que uma criança encontra para resolver os problemas - reação.
Cajado:
  • dentro da abordagem psicopedagógica, pode representar um instrumento que uma pessoa utiliza para guiar-se, um apoio para resgatar-se e manter-se dentro dos padrões;
  • pode representar o psicopedagogo, a escola, a família, o superego que poderá ajudar uma pessoa a libertar-se dos problemas.
Natureza:
  • pode ser o transmissor, a fonte, em que uma pessoa vai adquirir o conhecimento.
Profeta Samuel:
  • pode representar a escola ou o terapêuta que lembra à família do problema.
Óleo:
  • pode representar o começo do tratamento. O começo de uma nova vida, o começo da mudança.
O pai pede ao filho para levar o alimento:
  • pode ser o corte que ele faz para que o filho desenvolva a autonomia para assim originar o Supereu.
Alimento:
  • pode representar o conhecimento, o meio para a solução dos problemas.
Saul:
  • pode representar as pessoas que recuam diante dos problemas, as que tem medo de enfrentar os "gigantes da vida".
Exército de Israel:
  • pode representar os enfraquecidos, os desanimados, os que tentaram vencer os problemas, os que não tiveram coragem de enfrentá-lo.
  • pode representar a pessoa com baixa autoestima.
Armadura:
  •  podemos atribuir às crianças incapazes de aprender segundo a visão da escola. O que dá certo para uma pessoa, não significa que dará certo com a outra.
  • pode representar a pessoa que quer ser ela mesma, ou seja, que luta confiante em si mesma, que consegue vencer os problemas sem se esquivar.
  • aprisionamento do ser pensante, aprendente, autor.
Penhasco:
  • pode representar o processo ensino-aprendizagem, a trajetória que tem altos e baixos, que exige esforços e que pode ou não ser superados;
  • pode, também, representar as barreiras (inconscientes) que uma pessoa com dificuldade de aprendizagem coloca diante de si para não resolver seus traumas, por medo e insegurança.
Decisão de Davi:
  • pode representar o momento em que a pessoa faz emergir a agressividade positiva necessária para resolver seus conflitos a fim de adquirir a aprendizagem;
  • pode representar o momento em que ela decide, tem o desejo, ela faz, constroi.
Rio:
  • pode representar a fonte do conhecimento;
  • o caminho do reencontro com o conhecimento, com a autoria do conhecimento.
Cinco pedrinhas:
  • pode representar o meio final em que a pessoa encontrou para resolver os problemas que inconscientemente resultaram numa fratura na aprendizagem, que é um objeto totalmente valorizado;
  • pode representar os cinco sentidos como sendo as janelas da aprendizagem:
     - visão: viu o problema, o gigante, com olhar forte e confiante diante de si mesmo. Manteve seu olhar em Deus. (como eu vejo os problemas)
       - audição: ouviu a voz do gigante, o grito da vitória, o som da harpa. (como eu escuto os problemas)
     - tato: tocou na harpa, nos animais, na funda, nas pedrinhas, sentiu a brisa suave do rio... (como eu lido com o problema)
        - paladar: sentiu o sabor dos alimentos. (como sinto o sabor da vitória, do sucesso)
        - olfato: sentiu o aroma agradável do campo, o cheiro das ovelhas. (como percebo o problema, sua solução)
Gigante:
  • pode representar o medo, a angústia, a intimidação, a figura de um adulto (pais, professor,...) que age como se soubesse de tudo.
De acordo com Gillig, p. 79, os personagens temíveis não são mais que projeções imaginárias dos fantasmas que a criança traz consigo: medo de ser abandonada pelos pais, medo de ser devorada, medo da rivalidade fraterna. Na p. 73, ele faz uma abordagem da relação dissimétrica anão/gigante, referindo-se ao termo fantasma como sendo aquele de todos os Davis que desejam vencer Golias, assim como acredita que isso é o que se passa no conto, com certeza ocorrerá também com as histórias bíblicas, continua: pelo imaginário do eterno confronto do homem contra as forças obscuras e irracionais que o contrariam em busca do absoluto e que arriscam aniquilá-lo.
  • pode representar a criança face a face com seu problema. Ela precisa da agressividade positiva para vencer, solucionar o problema.
Armadura do gigante:
  • pode representar algo invencível.
Derrota do gigante:
  • na prepotência de Golias houve um pequeno e fatal deslize, tirou o capacete deixando a fronte exposta (a fronte é a área do cérebro responsável pelas sanções, regras e decisões; pode-se referir como sendo símbolo da inteligência).
  • o impacto da pedra na testa do gigante e a sua derrota pode significar o momento em que uma pessoa supera o problema e se dá a alta.
Premiação: ser rei
  • pode representar o amadurecimento, o crescimento, a vitória por ter vencido o gigante.
Castração de Davi:
  • deixou o pastoreio para viver a vida no palácio, ou seja, deixou a fantasia para viver a realidade.
Davi é um personagem que passou por dificuldades, mas buscou em Deus a ajuda, o que considerava realmente importante.
Como nos contos, a história bíblica de Davi e Golias teve um final feliz e isso é o que atrai as crianças. Davi soube superar os desafios que apareceram, acreditou em seus sonhos e se manteve fiel aos seus ideais. Muitas pessoas com problemas persistem nos mesmos porque não tem mais sonhos, nem perspectiva, objetivo de vida. 
A missão do psicopedagogo e do arteterapeuta é ajudar seus pacientes a terem um encontro consigo mesma com o fim de superar os "gigantes da vida". É importante a participação da família durante todo o processo.

Bibliografia

Bíblia Sagrada, tradutor, João Ferreira de Almeida. Revista        e atualizada no Brasil. 2ª ed. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993.

GILLIG, Jean-Marie, O Conto na Psicopedagogia. Porto  Alegre: Artmed, 1999.

SWINDOLL, Charles R., Davi, um homem segundo o coração de DEus. São Paulo: Mundo Cristão, 1998.

WHITE, Ellen G., Patriarcas e Profetas. São Paulo: CPB, 1993.


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